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Autoridades revelam e-mails que provam compra de voto por Nuzman

5 out 2017
12h43
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Após a prisão do presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, representantes da Polícia Federal do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Rio de Janeiro concederam ainda na quinta-feira, uma entrevista coletiva para explicar os procedimentos do segundo tempo da Operação Unfair Play, responsável pela prisão do dirigente e de seu braço direito, Leonardo Gryner.

Segundo estas autoridades são diversas as provas da participação de Nuzman e Grynger no processo de propinas para fazer com que a cidade do Rio de Janeiro fosse escolhida como seda dos Jogos Olímpicos de 2016. Ainda de acordo com os responsáveis pela investigação, uma série de documentos e e-mails mostram o contato dos dirigentes brasileiros com Papa Massata Diack.

"Um conteúdo de e-mail que demonstra a intermediação de pagamentos do lado do Brasil e Papa Massatta Diack. O dinheiro não se destinava a uma pessoa, mas um grupo de pessoas ao qual ele se referia como nossos amigos", revelou a procuradora da República, Fabiana Schneider.

"No primeiro momento tínhamos já a caracterização da compra de votos através de propina para eleger o Rio para 2016. Essa compra foi identificada e deflagrada a primeira etapa da Unfairplay. A segunda etapa, com e-mails e provas colhidas, demonstraram que Arthur Nuzman e Leonardo Gryner tiveram diálogos diretos com Papa Diack, e bem francos, identificando pedidos de valores específicos com solicitação de depósito em conta, e esse pagamento foi realizado, um pela Matlock, e outros ainda em investigação que demonstram que não foram somente dois milhões de dólares. O foco inicial era esse. Mas com a busca e apreensão, foram chegando a ter outras provas em um esquema de ganha-ganha. Não bastava ganhar a Olimpíada, mas a organização criminosa de Cabral recebeu de alguma forma benefícios na realização da Olimpíada. Podemos citar o senhor Arthur Soares, que foi quem depositou os valores iniciais de dois milhões de dólares para a compra de votos de Diack", revelou a procuradora Fabiana Schneider.

Papa Diack é um dos membros-votantes na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha das sedes dos Jogos Olímpicos. A Polícia e o Ministério Federal tiveram acesso a e-mails em que demonstram um contato direto de Nuzman com Diack. Em uma dessas mensagens, datada do dia 11 de dezembro de 2019, Diack exige do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro depósitos em uma de suas contas bancárias.

Estes depósitos seriam realizados através da empresa Matlock, com o dinheiro de Arthur Fontes, que está foragido da Justiça. Fabiana Schneider informa ainda que as investigações apontam que o valor passado à Papa Diack seja maior que os R$ 2 milhões pensados inicialmente.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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