Sambistas brasileiros fazem apresentação "relâmpago" no Crystal Palace
22 jul2012 - 12h24
(atualizado às 13h10)
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Emanuel Colombari
Vagner Magalhães
Direto de Londres
O som foi entrando aos poucos na sala em que as nadadoras da equipe brasileira que vão disputar os Jogos Olímpicos de Londres participavam de uma entrevista e falavam sobre a expectativa para a competição. O barulho de uma bateria de escola de samba quebrou o silêncio da concentração brasileira, que está hospedada dentro de um imenso parque no sul de Londres, o Crystal Palace.
Do lado de fora, integrantes da Paraíso Scholl of Samba, uma escola de samba fundada por brasileiros em Londres, faziam uma apresentação, cercada por curiosos. O Crystal Palace foi sede neste domingo do "Big Dance", evento que reuniu diversos gêneros musicais, incluindo o grupo de brasileiros.
Henrique Silva é considerado a principal figura do Carnaval Brasileiro em Londres. Ele é o responsável por "capacitar" os principais professores de samba do Reino Unido.
Ele conta que cresceu no Rio de Janeiro em uma família tradicional do samba carioca. Em Londres desde os anos 90, ele afirma que o Carnaval de Londres, que acontece em agosto, pode ser considerado um dos principais fora do Brasil.
"Isso aqui enche de gente e é bastante divertido. Não dá para se comparar com o que acontece no Rio de Janeiro. Mas temos uma base brasileira e pessoas do mundo todo na avenida. É muito alegre", diz.
Enquanto se dirigia para o evento, os sambistas resolveram passar próximo ao alojamento da delegação brasileira que vai disputar as Olimpíadas. Ainda que não houvesse a presença de atletas, despertou a curiosidade de quem passeava pelo parque. Este é um dos primeiros domingos de sol do verão londrino, o que fez com que muita gente saísse às ruas.
O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, de 25 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura conta com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.
Crystal Palace foi sede neste domingo do "Big Dance", evento que reuniu diversos gêneros musicais, incluindo o grupo de brasileiros
Os nadadores brasileiros concederam entrevista coletiva na manhã deste domingo em Crystal Palace. As nadadoras Daynara de Paula, Fabíola Molina e Joanna Maranhão, além de Felipe Lima falaram sobre as suas expectativas de medalhas para os Jogos Olímpicos de Londres
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
A nadadora participará das provas dos 50 m e 100 m borboleta. Daynara ganhou três medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, duas pratas e um bronze
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
A nadadora é natural de Manaus e participará de sua primeira Olimpíada
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Felipe Lima irá participar pela primeira vez uma Olimpíada. O nadador ganhou duas medalhas no Jogos Pan-Americanos de Guadalajara
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Nos Jogos Pan-Americanos de 2011, Felipe Lima ganhou a prata na prova dos 100 metros peito e o ouro nos 4x100 metros medley, por ter participado das eliminatórias
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Fabíola é a mais experiente nadadora da Seleção Brasileira, ela irá participar de sua terceira Olimpíada e é especialista no nado costa
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
"O pessoal pergunta se eu vou para (a Olimpíada de) 2016... Tem tanta gente que para e depois volta, que eu tenho até medo de falar que vou parar", disse Molina
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
O técnico de Felipe Lima, Jeferson Neves, é ex-presidente da Federação de Desportos Aquáticos do Mato Grosso
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Ricardo de Moura é o supervisor técnico de natação da CBDA e chefe do time de natação nos Jogos Olímpicos de Londres e acredita que o time deixará um legado para 2016
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Joanna Maranhão espera repetir chegar final como nos Jogos de 2004, em Atenas. A nadadora participará de sua terceira Olimpíada
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Quando lembrou do seu "histórico" quinto lugar na Olimpíada de 2004, Joanna Maranhão lamentou a interrupção da boa fase da natação feminina naquele momento
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
"Infelizmente, não conseguimos dar continuidade a isso. Não quer dizer que foi falta de treino, de empenho. A gente precisa de uma reciclagem. Na minha prova (400 m medley), dentro do Brasil, não tenho nenhuma adversária", disse a pernambucana