Para organização, Festival London 2012 não terá conflito com Olimpíada
26 abr2012 - 08h32
(atualizado às 10h54)
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Cecília Bergamaschi
Direto de Londres
Os organizadores do Festival London 2012 afirmam não temerem que o evento seja conflitante com os Jogos Olímpicos deste ano. A ideia de promover eventos culturais e esportivos ao mesmo tempo remete aos tempos da Grécia Antiga, quando atletas e artistas celebravam juntos num mesmo festival, disse Ruth Mackenzie, diretora do evento, em resposta às perguntas feitas pelo Terra durante coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira, na Torre de Londres.
Mackenzie aponta as artes, os esportes e a educação como os três pilares da Olimpíada. "Eu não tenho nenhuma preocupação quanto ao fato de os dois eventos serem realizados ao mesmo tempo porque nós estamos oferecendo uma vasta gama de oportunidades em todo o Reino Unido, portanto todo mundo pode participar", afirmou.
Embora os organizadores descrevam o festival como "uma oportunidade única na vida", críticos têm questionado se a população irá aceitar o fato de dois grandes eventos distintos acontecerem ao mesmo tempo.
Quanto à participação dos atletas nos eventos culturais, Mackenzie foi menos categórica. "Acho que infelizmente eles não poderão participar porque estarão ocupados".
O Festival London 2012, que promete ser o maior evento nacional a ser promovido no Reino Unido, inclui 12 mil atrações envolvendo mais de 25 mil artistas de todas as 204 nações que participarão da Olimpíada e da Paraolimpíada.
Apesar do tamanho do evento, Mackenzie considera pequena sua equipe, que conta com pouco mais de 50 pessoas. "Trabalhar em conjunto os artistas para elaborar um programa que permita que a população tenha pelo menos um evento próximo de casa é um desafio incrível. Nós esperamos que, assim como o percurso da tocha olímpica, as pessoas consigam acessar as atrações usando o transporte público, pelo menos essa é a nossa meta", disse.
Mackenzie afirmou, durante a coletiva que reuniu um grande grupo de jornalistas da imprensa britânica e internacional, que o Festival London 2012 irá apresentar o melhor da cultura mundial e que irá atrair atenção em uma escala global.
Jeremy Hunt, secretário da Cultura, Olimpíada, Mídia e Esportes, também presente no lançamento do programa, afirmou que as instituições de artes britânicas irão receber atenção como nunca visto antes.O festival marca o final da Olimpíada Cultural, que vem acontecendo desde 2008 em todo o Reino Unido.
Para incentivar a população a participar das celebrações, mais de dez milhões de ingressos grátis para os eventos, sediados em 900 lugares, estão sendo colocados à disposição. O programa completo do festival será distribuído em todo o Reino Unido e pode ser baixado pelo site do festival: www.london2012.com/festival.
Londres 2012 no Terra
O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.
Atleta levanta 480 kg e dedica ouro olímpico à mulher:
Os britânicos estão insatisfeito com o uniforme olímpico moderno, querem impedir atletas com histórico de doping de competir e exigem padrão de qualidade para que seus representantes não decepcionem em casa; Entenda a postura rígida do Reino Unido para os Jogos Olímpicos de Londres
Foto: Getty Images
Padrão de qualidadeApesar de ser agraciado com o direito de colocar representantes em todas as modalidades olímpicas por ser país-sede, o Reino Unido exige de seus atletas padrões mínimos de qualidade para confirmar o uso das vagas. A equipe de ginástica rítmica não alcançou a meta e quase ficou fora do evento
Foto: Getty Images
Padrão de qualidadeO objetivo do Comitê Organizador comandado por Sebastian Coe, em parceria com o Comitê Olímpico Britânico, é assegurar representatividade para que haja um legado em todos os esportes
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Padrão de qualidadeA equipe feminina de ginástica rítmica ficou a apenas 0.273 da meta exigida no evento-teste para a Olimpíada e foi excluída do evento. As atletas precisaram recorrer ao Sports Resolution UK, tribunal independente criado para resolver disputas na área esportiva
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Doping Para o Comitê Olímpico Britânico (BOA), trata-se de uma questão de honra não contar com atletas que tenham caso de doping no histórico. Um atleta tenta romper essa tradição: Dwain Chambers
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Doping Atletas com condenação por uso de substâncias ilegais são impedidos de disputar Olimpíada pelo Comitê Olímpico Britânico, independentemente da punição já ter sido cumprida. Para a Agência Mundial Antidoping (Wada), a medida configura um castigo extra e seria ilegal
Foto: Getty Images
Doping Chambers foi pego por doping em 2003, admitiu o erro, ajudou nas investigações e cumpriu os dois anos de suspensão do esporte. Agora, tenta obter a liberação com a ajuda da Agência Mundial Antidoping
Foto: Getty Images
Wild cardExcluído do revezamento da Tocha Olímpica pelo território britânico, o ex-esquiador Eddie Edwards expôs uma opinião do presidente do Comitê Organizador Local dos Jogos de Londres, o ex-atleta Sebastian Coe: a contrariedade ao wild card
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Wild Card O Wild Card é um passe que permite que atletas possam disputar o evento mesmo sem ter cumprido os critérios de classificação pré-estabelecido. Seu uso mais comum é para incentivar o desenvolvimento do esporte em nações carentes. Coe seria contrário por acreditar que apenas os melhores merecem vaga
Foto: Getty Images
Wild CardO presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, também já se manifestou neste sentido, defendendo o fim do sistema de distribuição de vagas
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Britânicos de Plástico "Britânicos de plástico" foi a denominação usada para se referir a atletas não nascidos na Grã-Bretanha, mas que representarão o país nos Jogos Olímpicos de Londres. As críticas vêm principalmente pela conveniência encontrada pelos estrangeiros no time britânico e pela falta de patriotismo dos mesmos
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Britânicos de plástico O maior exemplo disso vem da velocista Tiffany Porter, que nasceu nos Estados Unidos, é filha de pai nigeriano e mãe britânica, e foi a capitã do time de atletismo da Grã-Bretanha no Mundial Indoor de Istambul, em março. Um jornalista pediu à atleta para cantar o hino ingles God Save the Queen durante uma entrevista, e ela não soube recitar sequer os primeiros versos
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Uniforme "moderno" Desenhado por Stella McCartney, filha do ex-Beatle Paul McCartney, o uniforme britânico para os Jogos Olímpicos tem traços modernistas que desconstroem a bandeira do Reino Unido, espalhando formas geométricas pelo tecido. No entanto, não agradou entre os britânicos
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Uniforme "moderno" Os jornais fizeram muitas críticas ao modelo principalmente por não apresentar a bandeira britânica de forma clara. A falta do vermelho também incomodou muito, gerando um temor de que pudesse causar protestos por parte dos atletas galeses
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Uniforme "moderno" O jornal The Guardian até resgatou um estudo indicando que atletas em vermelho se destacam mais em competições