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Jogos de Inverno

Hóquei: russos se embalam com "La Bamba" e caldeirão por fim de jejum

13 fev 2014 - 15h47
(atualizado às 16h12)
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<p>Festa russa na estreia sobre a Eslovênia é apenas o início de uma caminhada na tentativa de um título que não vem desde 1992</p>
Festa russa na estreia sobre a Eslovênia é apenas o início de uma caminhada na tentativa de um título que não vem desde 1992
Foto: Getty Images

Quase 12 mil espectadores foram ao Bolshoi Ice Dome para prestigiar a estreia da seleção russa no torneio masculino do hóquei de gelo pelos Jogos Olímpicos de Inverno. A pressão sobre a equipe liderada pelo craque Alexander Ovechkin é enorme para que o país anfitrião conquiste a medalha de ouro.

O hóquei é o esporte número 1 da Rússia, mas a seleção não conquista uma medalha desde 2002. Já a última das oito estrelas douradas carregadas pela federação local de hóquei no gelo foi conquistada em Albertville 1992, ainda como CEI (Comunidade dos Estados Independentes), logo após o fim da União Soviética. Em Vancouver 2010, a Rússia caiu nas quartas de final diante dos canadenses e saiu sem medalha.

A pressão é tão forte que a federação soltou uma carta no site oficial aos jogadores, antes da competição, assinada por um grupo que conquistou o ouro ainda na época soviética, como o ex-goleiro e atual presidente Vladislav Tretiak. "O país inteiro estará olhando para vocês. Na nossa época, fizemos de tudo para vencer. Glorificamos a URSS, o nosso povo e o nosso esporte. Não decepcionem a Rússia, pessoal!".

Para a abertura, a Rússia estreou contra uma seleção de resultados historicamente modestos, a Eslovênia. Ao entrarem na quadra do Bolshoi Ice Cube, os jogadores foram recebidos com palmas, gritaria e euforia.

Com o alçapão montado, os russos entenderam a mensagem: sufocaram os eslovenos desde o início e abriram o placar em 1min17s com o craque Ovechkin. Em seguida ampliaram com Yevgeni Malkin, deixando os torcedores em êxtase ao final do primeiro período.

No segundo período, o esloveno Ziga Jeglic deu um susto ao marcar duas vezes. A sorte é que a Rússia entre os gols sofridos conseguiu ampliar com o astro Ilya Kovalchuk. Todavia, o terceiro período foi mais calmo e os locais liquidaram uma das ex-repúblicas iugoslavas com mais dois gols marcados por Valeri Nichushkin e Anton Belov, respectivamente.

No ginásio, a atmosfera lembra em parte  os jogos da NHL (Liga Americana de Hóquei). A cada parada, músicas geralmente americanas tocavam para agitar o público russo, e uma dezena de cheerleaders dançavam no meio da arquibancada. Quando o placar já estava em 5 a 2, os torcedores russos, alguns mais soltos, deixaram a cintura dura de lado e embalaram no "La Bamba" e nas "canções-chiclete" do Black Eyed Peas.

Agora a seleção descansa dois dias para fazer o jogo que deve definir o campeão do Grupo A. O rival será os EUA, equipe que sempre estará na garganta dos russos desde a histórica vitória dos amadores americanos em Lake Placid 1980, em um duelo denominado de O Milagre no Gelo.

Fonte: Terra
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