Criticado pela competitividade, hóquei feminino recebe "afago" do COI
O hóquei feminino chegou a Sochi 2014 sob desconfiança. A competição faz parte da Olimpíada de Inverno desde Nagano 1998, mas apenas Estados Unidos e Canadá têm seleções realmente fortes. Os dois países são os únicos campeões na história do torneio - EUA (1998) e Canadá (2002, 2006 e 2010).
Em Vancouver 2010, o então presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, se irritou com a diferença técnica entre as duas seleções e as restantes e afirmou que “não poderíamos continuar (com o hóquei feminino) sem uma evolução”.
Para Sochi, os organizadores decidiram colocar as quatro seleções mais bem ranqueadas no Grupo A (Canadá, EUA, Finlândia e Suíça) e as demais no B (Rússia, Alemanha, Japão e Suécia).
Todas as seleções do Grupo A se enfrentam entre si e se classificam as duas primeiras direto para a semifinal. As outras duas enfrentam as duas melhores do Grupo B para definir as outras semifinalistas. Dessa forma, segunda a organização, há mais jogos equilibrados e atraentes para o público.
Após as duas primeiras rodadas, porém, Canadá já marcou oito gols e não sofreu nenhum. As americanas também venceram as duas partidas, mas bateram apertado as finlandesas por 3 a 1.
Mesmo com a desconfiança gerada por Rogge, o COI, agora presidido pelo alemão Thomas Bach, informou que a versão feminina do hóquei está em alta.
“Tem havido algumas boas partidas e estamos muito satisfeitos. É como a questão do ovo e da galinha. Você tem de colocar o esporte no programa para desenvolvê-lo mundialmente. Isso tem acontecido e estamos contentes com o progresso feito”, disse Mark Adams, diretor de comunicação do COI.
O hóquei masculino, que contará novamente com as estrelas da NHL (Liga Americana de Hóquei), começará no dia 14 de fevereiro. Americanos, canadenses e russos são os favoritos ao ouro.