Ministro do Irã diz que seleção não jogará a Copa do Mundo
Declaração ocorre após escalada do conflito envolvendo EUA e Israel; Fifa busca garantir participação iraniana no Mundial
O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção de seu país não disputará a Copa do Mundo de 2026 devido à guerra que atinge o país após ataques realizados por EUA e Israel. Apesar da declaração, a Fifa tenta conter a crise diplomática e trabalha para manter a equipe no torneio que será disputado na América do Norte.
Em entrevista à televisão iraniana, Donyamali declarou que o cenário atual impede qualquer participação esportiva internacional. Segundo ele, a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante os ataques agravou a situação política interna e tornou impossível, assim, a presença da seleção no Mundial. O dirigente afirmou que o país enfrenta conflitos recentes e milhares de vítimas, o que, na visão do governo, inviabiliza a disputa do torneio.
"Este governo corrupto dos Estados Unidos assassinou nosso líder. Assim, não há condições de participarmos da Copa do Mundo", afirmou o ministro.
Enquanto isso, a Fifa tenta evitar que a crise política retire uma seleção classificada do campeonato. O presidente da entidade, Gianni Infantino, revelou que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a situação. Infantino, porém, afirmou que o governo americano garantiu a entrada da delegação iraniana no país para disputar o torneio. O regulamento da entidade prevê uma multa de 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) em caso de desistência.
O Irã está no Grupo G e tem partidas programadas nos Estados Unidos durante a fase de grupos, onde enfrentaria Nova Zelândia (15 de junho), Bélgica (21) - ambos na Califórnia - e Egito (26), em Seattle.
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