Mário Sérgio quer fazer o quase impossível virar realidade
Mário Sérgio pensa grande. O ex-jogador chega no Inter para substituir Tite pesando em ser campeão brasileiro, apesar dos nove pontos de desvantagem em relação ao líder Palmeiras. Com o novo treinador em campo o clube gaúcho conquistou a sua última taça no torneio. Isso em 1979. Trinta anos depois, Mário tentará acabar com as três décadas de fila.
» Mário Sérgio assume Inter até o fim do ano
» Internacional confirma demissão do técnico Tite» Luxemburgo admite ter recusado oferta do Inter
» Tite lamenta desfalques na Copa do Brasil
» Comente a demissão do técnico Tite
"Uma vaga na Libertadores não é o que o grupo quer. A proposta é brigar pelo título. Isso é uma necessidade que temos para dar ao torcedor o que ele quer. O quarto lugar é uma vaga na Libertadores, mas nos campeonatos de antigamente, o torcedor não gostaria nada disso. Vamos em busca desse objetivo, que é difícil, quase o impossível", declarou em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Homem polêmico e de pavio curto, Mário diz que chegará para criar o mínimo de problemas. Ele quer é formar um time vencedor. Se o título é considerado uma tarefa árdua demais, fazer o time reingressar no G-4 é visto por ele como uma meta bem mais fácil de ser atingida.
"É um prazer para mim voltar e dirigir o Inter. Desde o início achei que o Inter era o favorito para vencer, pela estrutura e pelo elenco. O Inter não está bem posicionado. Recuperar isso será questão de tempo", garante.
Sua estreia no comando da equipe será diante do Náutico, na quarta-feira. O acerto com o treinador se deu de maneira muito rápida. Após receber a recusa de Vanderlei Luxemburgo pela manhã, a direção colorada partiu para cima do ex-meia. Menos de uma hora depois da entrevista coletiva do vice de futebol Fernando Carvalho sobre a saída de Tite, o dirigente anunciou o nome de Mário Sérgio. O novo comandante assina contrato até o fim do ano.
Carvalho se mostrou triste por ter que trocar o comando técnico do time. Ele expôs os motivos para a mudança em meio ao Brasileiro. "Ele não foi demitido pela pressão. O problema não é a qualidade do Tite, mas o ambiente", explicou. "Julgamos que seria difícil reverter o momento. Por isso optamos pela mudança", concluiu.