Grohe enfim assume meta gremista na Libertadores: "nunca me desesperei"
A temporada de 2014 para Marcelo Grohe começa de maneira especial. Formado nas categorias de base do Grêmio, o goleiro parte para a nona temporada entre os profissionais e terá, nesta quinta-feira, contra o Nacional, no Uruguai, o primeiro teste como dono absoluto da camisa um na Copa Libertadores da América, prioridade do clube no semestre.
Em oito anos como profissional, Marcelo Grohe nunca conseguiu uma sequência de duas temporadas como titular. Em 2012, após a saída de Victor para o Atlético-MG, ele assumiu a titularidade. Em 2013, porém, o então técnico gremista Vanderlei Luxemburgo solicitou a contratação de Dida, goleiro experiente para a disputa da Libertadores. Marcelo, então, acabou voltando para o banco.
Agora, com a saída de Dida para o arquirrival Inter, Marcelo Grohe mais uma vez abre a temporada como titular e, em entrevista ao Terra, demonstra otimismo antes do maior desafio.
Veja a entrevista exclusiva com Marcelo Grohe
Terra - Este é o ano da sua afirmação no gol gremista?
Marcelo Grohe - Olha, é mais uma oportunidade de eu mostrar o meu trabalho. Acredito que eu estou dando sequência a um trabalho que acabou sendo interrompido, mas acredito que aprendi muito com o que ocorreu no ano passado e que eu estou pronto para fazer um grande ano. Não só eu, mas todos os meus companheiros.
Terra - Você terminou 2012 como titular, aí o Luxemburgo pediu a contratação do Dida. Este ano a direção chegou a sondar a contratação do Júlio César. Você temeu que pudesse novamente perder a posição em ano de Libertadores?
Marcelo Grohe - Fiquei tranquilo. As coisas quando são para acontecer elas acontecem, e acabou não acontecendo a contratação de um novo goleiro. Em nenhum momento eu me desesperei. Fiquei tranquilo. A direção e a comissão técnica me passaram confiança e tenho um respeito com todos. O negócio é trabalhar no dia a dia e ajudar o Grêmio nos jogos. Em relação a contratações e a outras situações, a diretoria é quem tem que avaliar e fazer o que é melhor para o Grêmio.
Terra - A Libertadores é uma competição muito difícil, e o Grêmio ainda caiu no grupo que está sendo chamado de grupo da morte (com Nacional-URU, Newell’s Old Boys-ARG e Atlético Nacional-COL). O que a comissão técnica e vocês jogadores falam sobre esta situação?
Marcelo Grohe - A gente sabe da importância da Libertadores. É uma competição que o Grêmio não vence há muitos anos (desde 1995) e todos nós sonhamos com o a terceira Libertadores. A gente caiu em um grupo difícil, um dos mais complicados da competição, mas ao mesmo tempo eu vejo de uma forma positiva. Serão grandes jogos, casa cheia em todas as partidas e nesta hora o Grêmio sempre se supera. Vamos começar com esta batalha diante do Nacional. Não vai ter jogo fácil e até o final serão todas as partidas decisivas.
Terra - Mas os rivais também olham para o Grêmio também com respeito?
Marcelo Grohe - Da mesma forma que a gente vê o Nacional, Newell’s e Atlético da Colômbia como times grandes e de tradição, eles também olham para o Grêmio com este respeito. No campo serão onze contra onze e quem tiver mais capacidade vai levar. A gente espera poder classificar.
Terra - Como está sendo trabalhar com o Enderson Moreira?
Marcelo Grohe
- Ele é um excelente treinador. A gente tem aprendido muito com ele e acreditando no trabalho dele. Toda comissão técnica é muito capacitada, e tenho certeza de que com esta união de todos a gente vai fazer um Grêmio forte neste ano.