Gremistas proibidos de ir a estádio rejeitam usar tornozeleira eletrônica
Três torcedores que se envolveram em uma confusão durante o jogo Grêmio x Atlético MG em 19 de setembro poderiam ter sido os primeiros a usarem tornozeleiras eletrônicas no cumprimento da medida restritiva que os impede de assistir a jogos de futebol, conforme determinação judicial. Eles poderiam ter usado o equipamento a partir da noite de quarta-feira, contra o Corinthians, mas preferiram apenas se apresentar no Juizado Especial Criminal (Jecrim), como informou o juiz responsável, Marco Aurélio Martins Xavier.
"Eles optaram por não usar, já que estão na metade do cumprimento da medida, que se estende até março", disse o magistrado.
Caso aceitassem usar a tornozeleira, teriam que ficar com o equipamento no corpo por tempo integral, mas não precisariam se apresentar no posto da Polícia Civil, localizado dentro do estádio, cada vez que o Grêmio disputa uma partida em casa.
Diferente do que aconteceu na noite de 19 de setembro, quando torcedores se enfrentaram na Geral durante a partida, na noite de ontem foi registrada apenas uma ocorrência de um flagrante de porte de maconha. A pessoa não tinha antecedentes criminais e foi condenada ao pagamento de R$ 100, que será destinado ao Lar Santo Antônio dos Excepcionais.
Apenas delitos de menor gravidade são atendidos pelo Jecrim - crimes com penas de mais de dois anos, como lesões corporais graves, são encaminhados à Justiça comum. Cinquenta e cinco casos já foram atendidos na Arena do Grêmio, inaugurada no final do ano passado.
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