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Serginho Eterno: Viúva ainda tem seguro de vida a receber e filho odeia futebol

23 out 2014 - 09h11
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Dia 27 de outubro de 2014 se aproxima e a lembrança de Serginho segue viva. A data marcará os 10 anos da morte do então zagueiro do São Caetano, que, aos 30 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante partida contra o São Paulo, no Morumbi. De quinta-feira até a próxima segunda-feira, o LANCE!Net publicará uma série de reportagens especiais sobre a tragédia que marcou o futebol brasileiro em 2004.

Quase uma década se passou e, ainda assim, a família do jogador tem um dos três seguros de vida para receber. Dois deles, a esposa Helaine Cunha já recebeu. O outro, avaliado aproximadamente em R$ 300 mil, corre na Justiça.

– Entramos com uma ação de execução e o juiz mandou pagar em 24 horas. Mas a seguradora conseguiu embargar. Embargaram dizendo que o seguro não merecia ser pago porque era fraudulento. Acusaram o Serginho de ter criado o risco do evento morte (tinha conhecimento do risco) – declarou Marcelo Robalinho, advogado de Serginho e sócio da Think Ball & Sports Consulting.

O São Caetano, que na época teve o processo por homicídio culposo arquivado, fez um acordo financeiro com a família – o clube pagou cerca de R$ 2 milhões.

O LANCE!Net apurou que praticamente praticamente todo o montante recebido já se perdeu e que o prédio comercial deixado pelo defensor em Ipatinga (MG) ficou no nome de Luzio, irmão de Helaine, que passou a administrar as finanças dela a partir de 2005.

Após a morte do jogador, Luzio e Helaine fundaram o “Instituto Serginho”, em Coronel Fabriciano (MG). O projeto durou pouco tempo e logo fechou. Nos anos seguintes, a viúva se casou e perdeu dinheiro em alguns investimentos, entre eles uma loja em um shopping do ABC Paulista.

Hoje, Helaine, já separada, trabalha como operadora de telemarketing, tem problemas financeiros e mora em São Caetano do Sul (SP) com o filho Paulo Sérgio, de 14 anos, que criou aversão ao futebol e prefere judô. Ambos não quiseram falar com a reportagem do LANCE!Net.

PUNIÇÕES

Clube

O caso da morte de Serginho foi para o Tribunal de Justiça de São Paulo, e, em seguida, para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) de Brasília, que mudou a classificação do processo de homicídio doloso para culposo, e depois acabou arquivado. Na esfera esportiva, o São Caetano perdeu 24 pontos no Brasileirão de 2004, mas conseguiu evitar o rebaixamento à Série B dentro de campo.

Presidente

Nairo Ferreira de Souza, que exerce o cargo presidente do Azulão até hoje, foi suspenso por 720 dias por omitir a informação de que zagueiro tinha uma recomendação do Incor (Instituto do Coração) para se afastar da prática esportiva profissional sob risco de morte. Além disso, o clube também teve de pagar multa de R$ 50 mil.

Médico

Paulo Forte, médico do clube e que prestou o primeiro atendimento a Serginho no gramado do Morumbi, teve uma punição mais pesada: ele não pôde exercer nenhuma atividade na área esportiva nos quatro anos seguintes.

BATE-BOLA MARCELO ROBALINHO (ADVOGADO DE SERGINHO)

LANCE!Net: Dez anos se passaram e a família do Serginho ainda não recebeu um dos três seguros de vida...

Marcelo Robalinho: Ganhamos este processo em primeira instância, algo em torno de 2007. Aí foi para o Tribunal, que reformou a defesa. Depois, o juiz confirmou que a família tinha direito de receber o dinheiro. Só que aí recorreram em Brasília. Mas perderam outra vez. Hoje está praticamente tudo resolvido, o processo está passando por uma fase de cálculo, porque a seguradora em questão tem números e cálculos bizarros. Ainda tem coisa rolando.

LANCE!Net: O Serginho sabia que tinha um problema no coração?

Marcelo Robalinho: Quando aconteceu a comoção nacional, muitos programas de televisão levantaram a hipótese de que o Serginho sabia e que ele teria assumido o risco. Não é verdade.

LANCE!Net: Vocês chegaram a processar o Incor (Instituto do Coração)?

Marcelo Robalinho: Não. É complicado você dizer que A, B, C ou D errou. Segundo todos os especialistas, o que aconteceu foi uma fatalidade. O Serginho era o cara que puxava o treino, ele tinha o melhor físico do elenco. Aconteceu...

LANCE!Net: Qual a atual situação financeira da Helaine, viúva do Serginho? Soube que ela perdeu dinheiro em alguns investimentos...

Marcelo Robalinho: Esqueça o padrão de riqueza, hoje ela trabalha como atendente de telemarketing. E vale ressaltar que a família do Serginho nunca cobrou nada da Helaine, ela manteve todos os compromissos com a família dele.

LANCE!Net: Como você analisa todo esse imbróglio envolvendo os direitos do Serginho na Justiça?

Marcelo Robalinho: A justiça foi feita e a Helaine é 100% vencedora. Mas o fator tempo é que não foi satisfatório, por tudo que envolve a Justiça no Brasil é complicado. Infelizmente, não é fácil.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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