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Futebol

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Senadora do Paraguai que fez insultos racistas a Mbappé faz ameaça: 'Já prendemos o Ronaldinho'

Após cometer ofensas racistas, magistrada foi chamada de 'indigna' pelo atleta e cobra desculpas

7 jul 2026 - 14h43
(atualizado às 14h46)
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Enquanto o governo do Paraguai e muitas autoridades tentam defender o país das falas racistas da senadora Celeste Amarilla contra Mbappé, astro da França, a magistrada resolveu atirar mais gasolina no fogo. Em coletiva, ela esquentou ainda mais a polêmica ao cobrar um pedido de desculpas do jogador sob ameaça de processo. Ainda destacou que "já prenderam Ronaldinho".

A senadora, de 61 anos, justificou os insultos racistas a Mbappé afirmando ser algo "comum" de sua geração. Ela ainda acusou a Fifa de estar orquestrando "uma plano perverso", contra ela.

"Você está desprezando o gênero, ofendendo as mulheres. Eu não ataquei sua cor de pele nem suas preferências. Não ataque meu status de mulher e política. Retire sua declaração, honre sua cidadania francesa e peças desculpas a mim. Caso contrário, posso iniciar uma ação legal por violência de gênero", ameaçou.

Celeste usou suas redes sociais para atacar o jogador após a França eliminar o Paraguai. A senadora chamou Mbappé de "camaronês colonizado que finge ser francês" — o atacante é natural da França —, disse que o jogador não sabe escrever e, pior ainda, que "cresceu chupando cocos e ouvindo chimpanzés."

A parlamentar cobrou uma reação agressiva do goleiro Orlando Gill contra o adversário por uma possível provocação na hora do gol de pênalti. E lamentou a falta de "tapa bem dado" ao apito final.

A Federação Francesa de Futebol (FFF) reprovou a atitude já na segunda-feira. "As declarações racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé são totalmente repugnantes e inaceitáveis. Como se pode proferir um discurso desses? Essas declarações são criminosas e condenáveis", reprovou a FFF. "Elas devem ser processadas aqui como em qualquer outro lugar. A FFF está procedendo a uma denúncia ao Ministério Público para fins de persecução judicial", continuou a entidade.

Estadão
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