'Se Messi jogasse no Brasil, não teria disputado nem a Copa de 2022', afirma Müller
Ex-jogador afirma que o futebol brasileiro costuma descartar atletas experientes cedo demais e usa craque argentino como exemplo
O ex-jogador Müller criticou a forma como o futebol brasileiro costuma tratar atletas mais experientes e afirmou que Lionel Messi dificilmente teria seguido defendendo a equipe caso fosse brasileiro. Durante participação na live Seleção Estadão, o comentarista usou o argentino como exemplo para defender que a idade não deve ser um fator determinante nas convocações.
A declaração acontece justamente em um momento de grande destaque de Messi na Copa do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 segue sendo decisivo pela Argentina e chegou ao seu 20º gol na história do torneio ao balançar as redes na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, resultado que garantiu a classificação da equipe às oitavas de final.
Para Müller, a cultura do futebol brasileiro costuma colocar um limite precoce na carreira dos jogadores, diferentemente do que acontece na Argentina.
"Eu estava pensando aqui, se o Messi jogasse no Brasil, ele não estaria disputando a Copa, não teria disputado a Copa passada nem essa. Porque o treinador brasileiro, e em geral o brasileiro, tem preconceito com a idade. O jogador de 30 anos já está velho, já aguenta mais."
O ex-atacante ressaltou que o craque argentino continua fazendo a diferença mesmo sem depender da intensidade física de outros tempos.
"O Messi tem 39. E joga andando. E quando pega na bola a gente sabe o que acontece."
Na avaliação de Müller, a seleção argentina colhe os frutos por manter seus grandes ídolos enquanto eles ainda apresentam alto rendimento.
"Então, isso é importante dizer que o argentino valoriza o seu ídolo, o seu bom jogador. E é o que a gente está vendo no argentino. Um talento, né? Exatamente. Acima de qualquer outra coisa."
Messi chega às oitavas de final como um dos grandes nomes da Copa do Mundo de 2026. Além de liderar tecnicamente a Argentina, o atacante soma sete gols na atual edição e ampliou seu recorde como maior artilheiro da história dos Mundiais, com 20 gols. Agora, a seleção argentina enfrentará o Egito em busca de uma vaga nas quartas de final.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.