Scaloni rejeita favorecimento à Argentina e celebra 5 anos do triunfo sobre o Brasil na Copa América
Técnico argentino diz que o VAR tornou impossível favorecer uma seleção, rebate críticas após o jogo contra o Egito e relembra a conquista de 2021, no Maracanã, como marco da geração de Lionel Messi
Lionel Scaloni disse, na véspera da partida contra a Suíça pelas quartas de final da Copa do Mundo, que usa as insinuações de que a Argentina seria favorecida pela arbitragem como combustível para motivar seus jogadores. O confronto decisivo será neste sábado, 11, às 22h (de Brasília), em Kansas City, nos Estados Unidos. O treinador rejeitou qualquer possibilidade de favorecimento da Fifa à seleção argentina.
"Com o VAR ficou muito difícil falar em favorecimento. Hoje praticamente não existe dupla interpretação. Nos cursos que recebemos antes da Copa, mostram claramente como as jogadas devem ser interpretadas. Se há um pisão no pé, mesmo que seja leve, é falta. Não há outra leitura. Depois, nas redes sociais, tudo ganha uma dimensão maior e começam as teorias, mas não existe favorecimento", afirmou Scaloni.
O técnico do Egito, Hossam Hassan, disse após a derrota por 3 a 2, nas oitavas de final, que haveria manipulação para favorecer os argentinos. Os egípcios reclamaram de um gol anulado após o VAR identificar uma falta na origem da jogada, citada por Scaloni, e também de um pênalti não marcado sobre Salah.
"Não sei se isso acontece apenas com a Argentina. Desde 1986 já existiam críticas, falavam muitas coisas. Sempre há gente que não quer que a Argentina ganhe, principalmente porque fomos os últimos campeões. É algo normal", disse Scaloni.
Em 1986, ano da conquista do segundo título mundial da Argentina, no México, a seleção venceu a Inglaterra nas quartas de final com o famoso gol de mão de Diego Maradona, episódio que também gerou muitas críticas, ainda em um período em que as redes sociais não existiam.
Scaloni afirmou que a tendência é repetir a escalação que iniciou a partida contra o Egito, com Molina na lateral direita e Julián Álvarez no ataque. A possibilidade de Álvarez e Lautaro Martínez atuarem juntos existe, mas deve ficar como alternativa para o decorrer da partida.
Ao falar sobre a Suíça, o treinador destacou mais de uma vez que o adversário eliminou a Colômbia, seleção que ele apontava como uma das candidatas a chegar às semifinais.
"A Suíça manteve sua identidade e faz uma grande Copa do Mundo. Será uma prova muito dura para os dois lados. Não é um rival fácil. Compete com as melhores seleções do mundo e tem jogadores experientes e muito fortes fisicamente", afirmou.
Scaloni também foi lembrado por uma jornalista de que esta sexta-feira, 10, marcou os cinco anos da conquista da Copa América de 2021, no Brasil, primeiro título da geração de Lionel Messi e considerado um marco para a sequência de conquistas da seleção argentina, incluindo o tricampeonato mundial no Catar, em 2022. Em 10 de julho de 2021, com gol de Ángel Di María, a Argentina derrotou a seleção brasileira por 1 a 0 no Maracanã.
"Não sabia que completavam cinco anos. Fico feliz. Eu sempre digo que ganhar, ser campeão, não é algo transcendental para definir um jogador ou uma equipe. Há grandes jogadores que nunca ganharam uma Copa América e continuam sendo gênios. Mas, a partir dali, ficou mais do que evidente o quanto aquela conquista significou. Tanto para aquela geração quanto para a que veio depois, foi um empurrão incrível", disse Scaloni.
"Naquela final havia sempre a sensação de que essa equipe jogava bem, mas não conseguia ganhar. Lembro que foi um grande alívio, especialmente para aqueles que já tinham tentado tantas vezes. Foi uma motivação enorme por tudo o que passávamos, pela pandemia e por jogadores que tinham acabado de ser pais e não podiam ver seus filhos por causa das restrições. Foi um alívio e um momento muito positivo", completou.
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