Ronaldo não vê fim de ciclo de Neymar após fiasco do Brasil na Copa: 'Não decida nada agora'
Prestes a completar 50 anos em setembro, o ex-jogador usou a sua trajetória no futebol para seguir aconselhando o atleta do Santos
A eliminação do Brasil de forma precoce na Copa do Mundo com a derrota de 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final, pode não ter sido o capítulo final da relação de Neymar com a seleção brasileira. Um dos maiores nomes do futebol mundial, e com histórico de títulos com a camisa verde e amarela, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno pediu uma trégua em relação ao futuro do atleta santista na equipe nacional.
"Se eu pudesse falar diretamente para ele, diria o seguinte: não se cobre nada e não decida nada agora. Não precisa. Ninguém precisa resolver nada agora. Ele vai voltar para o clube dele, vai voltar a jogar, não podemos esquecer que ele vem de dois anos de lesão grave e chegou num sacrifício incrível para essa Copa do Mundo", afirmou o ex-artilheiro em entrevista à "TNT Sports".
Prestes a completar 50 anos em setembro, Ronaldo usou a sua trajetória no futebol para seguir aconselhando Neymar neste momento e disse que as coisas vão se resolver ao longo do tempo.
"Agora é pegar o ritmo novamente. Ele vai fazer dez, 15 jogos seguidos, vai voltar a fazer gol, ter confiança. Daqui a pouco, ele está animado de novo", disse.
Tetra com a seleção brasileira como reserva em 1994, nos Estados Unidos, e um dos protagonistas em 2002, na campanha do penta, Ronaldo cogitou a possibilidade de Neymar ainda surgir como alternativa de Carlo Ancelotti para a seleção brasileira.
"Quem sabe o Ancelotti enxerga ele novamente como opção para a seleção brasileira. Condição técnica, ele tem, nunca ninguém duvidou. Agora, ele precisa estar bem fisicamente para ele ser determinante", completou o ex-jogador.
Ronaldo viveu uma situação semelhante à de Neymar no que diz respeito a um problema de lesão antes de uma Copa do Mundo. Em 2002, ele vinha de uma grave contusão no joelho e enfrentou a desconfiança da imprensa e da torcida ao ser convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para jogar no Mundial da Coreia do Sul e do Japão.
O desfecho, no entanto, foi altamente satisfatório. Autor dos dois gols da vitória de 2 a 0 sobre a Alemanha na final, ele conquistou não só o título, mas ainda terminou a competição como artilheiro do torneio de seleções, com oito bolas na rede.
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