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Relembre 13 fatos marcantes da carreira de Zagallo

Ex-jogador e técnico da Seleção tinha forte superstição com o número e deixou grande legado no futebol brasileiro

6 jan 2024 - 03h34
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Mário Jorge Lobo Zagallo faleceu aos 92 anos, na noite desta sexta-feira (5). Ídolo da Seleção Brasileira e de clubes do futebol carioca, o "Velho Lobo" deixou um grande legado de histórias, vivências e paixão pelo esporte. Confira com o Lance! 13 momentos marcantes da longa trajetória do eterno Zagallo.

Foto: Lance!

1️⃣ CRAQUE POLIVALENTE

Na época de jogador, ganhou o apelido de Formiguinha por conta de sua dedicação tática em campo e pelo estilo de ser um ponta recuado que ajudava na recomposição do setor de meio de campo, algo raro para o futebol da época. 🐺

2️⃣ ABRIDOR DE CAMINHOS

Fazendo dupla de ataque com Evaristo de Macedo e sob o comando do técnico Fleitas Solich, o Feiticeiro, ergueu pelo Flamengo os títulos do Campeonato Carioca de 1953, 1954 e 1955, o segundo tricampeonato estadual da história do Rubro-Negro. 🐺

3️⃣ NO TOPO DO MUNDO

Atuando pela Seleção Brasileira, participou das conquistas das copas do mundo de 1958 e 1962, na Suécia e Chile, respectivamente. Em 1970, às vésperas do Mundial do México e já trabalhando como técnico, assumiu o comando da equipe após a saída de João Saldanha e foi o regente do imparável time que tinha no elenco craques como Pelé, Tostão, Gerson, Jairzinho e Rivelino. Já na Copa de 1994, nos Estados Unidos, foi auxiliar do treinador Carlos Alberto Parreira na conquista do tetra, fechando um ciclo de várias décadas como grande influenciador das conquistas da Seleção. 🐺

4️⃣ O SONHO DE CRIANÇA

Na decisão da Copa de 1958, a Suécia se viu acuada em casa por um Brasil amplamente ofensivo, que contava com Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo no ataque. O quarto gol da vitória brasileira por 5 a 2 foi do então camisa 7, que pegou sobra na área sueca, ganhou dividida da marcação e colocou por baixo do goleiro Svensson. 🐺

5️⃣ TRIUNFOS PRECOCES

Logo após abandonar os gramados, iniciou um vitoriosa carreira como treinador. O primeiro título na nova função veio de forma instantânea com o Botafogo. Assumindo o cargo no Alvinegro em 1966, foi necessário um espaço de apenas dois anos para empilhar títulos cariocas e conquistar o Brasileirão de 1968. 🐺

6️⃣ A DOR DO BRONZE

Nas Olimpíadas de 1996, o Brasil chegou como amplo favorito na disputa do futebol, e no cargo de técnico, o alagoano chegou a afirmar que "a equipe não veio para ganhar prata ou bronze". Porém, nas semifinais, a decepção foi grande: virada sofrida contra a Nigéria e eliminação antes da final. Apesar da conquista do terceiro lugar - em goleada sobre Portugal -, a geração de craques como Ronaldo, Dida e Roberto Carlos deixou o estádio de Atlanta antes da premiação, quebrando o protocolo e não participando do pódio olímpico. 🐺

7️⃣ "VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR!"

Em 1997, três anos após o tetra, Zagallo se encontrou diante de uma grande pressão novamente no cargo de treinador. Antes da disputa da Copa América, o técnico foi fortemente questionado, e nomes como o de Vanderlei Luxemburgo cresceram em sua sombra. Porém, o time fez uma campanha exímia, com 100% de aproveitamento, e terminou como campeão. Após o título, o "Velho Lobo" virou para as câmeras e desabafou com a célebre frase: "Vocês vão ter que me engolir!". A conquista marcou a primeira vez que o Brasil venceu a competição continental fora de seus domínios. 🐺

8️⃣ DECISÃO POLÊMICA

Para brigar com Romário, é preciso muita coragem. E coragem não faltou ao Velho Lobo em 1998. O atacante tratava uma lesão na panturrilha e deu garantias de que estaria 100% recuperado para a disputa da Copa na França. Na convocação, surpreendentemente, o nome do Baixinho não apareceu na lista, sob diversos protestos de torcedores brasileiros. Logo depois, Romário apareceu em lágrimas, direcionando críticas ao treinador e a Zico, que foi auxiliar no Mundial. 🐺

9️⃣ UM LÍDER NATO

Uma das imagens mais bonitas e inspiracionais da jornada de Zagallo aconteceu justamente na Copa de 1998. Antes da disputa por pênaltis na semifinal contra a Holanda, o treinador passou alguns minutos motivando seus comandados e dizendo frases como "Vamos acreditar", "É como em 1994! Vamos confiar" e "vamos ganhar, pode dar certo". A leve sacudida no rosto do goleiro Taffarel, de fato, deu certo: o arqueiro brasileiro pegou as cobranças de Cocu e De Boer, garantindo um lugar na final da competição. 🐺

1️⃣0️⃣ NOVA FUNÇÃO, VELHOS TEMPOS

Em 2001, como técnico do Flamengo, o Velho Lobo teve a oportunidade de reviver um momento que desfrutou como jogador. O tri carioca do Rubro-Negro na década de 50 viria a se repetir pela quarta vez entre o fim do segundo e o começo do terceiro milênio (1999, 2000 e 2001). Zagallo foi o técnico do time que venceu a final contra o Vasco, com direito à famosa cobrança de falta do sérvio Petkovic, aos 43 minutos do segundo tempo, para garantir o triunfo flamenguista. 🐺

1️⃣1️⃣ ÚLTIMA DANÇA NO CARGO

Em novembro de 2002, ainda vivendo a ressaca do penta, a Seleção Brasileira se despediu do eterno comandante na área técnica. Manifestando o desejo de assumir a coordenadoria, Zagallo fechou seu ciclo sendo interino em amistoso com a Coreia do Norte, aos 72 anos, e foi celebrado ao fim da partida pelos jogadores convocados. 🐺

1️⃣2️⃣ O PROCURADO

Precedendo um amistoso da Seleção Brasileira no México, Zagallo pegou um voo com escalas em Los Angeles. Porém, por ter passaporte com visto da Arábia Saudita - por ter trabalhado na seleção nacional e no Al-Hilal -, o então coordenador foi interrogado pela polícia dos Estados Unidos, que vivia a tensão relacionada a ataques terroristas. Após ser liberado, o Velho Lobo ironizou: "Eles não acham o Saddam Hussein, nem o Bin Laden. Acharam o Zagallo". 🐺

1️⃣3️⃣ MUITO SUPERSTICIOSO

Zagallo tinha como grande ponto de sua trajetória uma espécie de encantamento pelo número 13 . Além das coincidências, como os títulos de 58 (5 + 8 = 13) e 94 (9 + 4 = 13), e das motivações, como a devoção a Santo Antônio - o dia do padroeiro é 13 de junho -, as escolhas, como morar no apartamento de um 13º andar, seguiram seus passos. Outra escolha foi a provocação à Argentina, após o título da Copa América de 2004. Na função de coordenador técnico, o alagoano não titubeou em fazer referências à sua superstição: "Brasil campeão e Argentina vice, têm 13 letras". Além disso, falou que poderia morrer após a emocionante conquista daquele ano, que não haveria problema. 🐺

Lance!
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