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Presidente de Comitê Disciplinar da Fifa defende retirada de suspensão de Balogun: 'Não é novidade'

Mohammad Al-Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, emitiu comunicado no site da entidade justificando decisão polêmica

6 jul 2026 - 19h21
(atualizado às 19h26)
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O presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, Mohammad Al-Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, defendeu a retirada da suspensão automática do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, após o jogador ser expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus no duelo com a Bósnia e Herzegovina, válido pela segunda fase da Copa do Mundo. Desta forma, ele estará à disposição do técnico Mauricio Pochettino na partida contra a Bélgica nesta segunda-feira, 6, pelas oitavas de final do Mundial.

Através de comunicado emitido nesta segunda, Al-Kamali argumentou que a decisão relacionada ao caso envolvendo Balogun não é novidade e que o cartão vermelho dado ao atacante não foi anulado.

Sede da Fifa, na Suíça
Sede da Fifa, na Suíça
Foto: Divulgação/Fifa / Estadão

"A revisão das consequências jurídicas de cartões vermelhos no futebol não é novidade no cenário atual do esporte. Por exemplo, na maioria das ligas de elite vinculadas a federações-membro da UEFA, a anulação de cartões vermelhos é uma medida disciplinar comum, sem que isso jamais tenha suscitado preocupações quanto a cruzar qualquer 'linha vermelha'", justificou Al-Kamali.

"Além disso, cabe ressaltar que, na decisão em análise, o cartão vermelho não foi anulado. Suspender os efeitos de um cartão vermelho com base em uma disposição expressa do regulamento aplicável constitui uma medida muito mais equilibrada", acrescentou.

Composto por 18 membros, o Comitê Disciplinar da Fifa conta com um representante no comitê, o advogado Francisco Schertel Ferreira Mendes, filho de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é vice-presidente da Federação do Mato Grosso, diretor do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa) e homem forte dentro da CBF. No entanto, segundo apurou o Estadão, Mendes não participou da decisão da retirada da suspensão de Balogun.

Para liberar Balogun, o Comitê se baseou no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que permite aos órgãos judiciais suspender, total ou parcialmente, a aplicação de uma sanção em circunstâncias específicas. A decisão causou polêmica, ainda mais depois da informação que houve interferência da Casa Branca, a qual produziu um dossiê contra o árbitro Raphael Claus, que foi defendido pela Conmebol, CBF e Federação Paulista de Futebol. Além disso, falas do presidente norte-americano, Donald Trump, e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, aumentaram ainda mais as críticas à medida tomada pela entidade que governa o futebol mundial.

Em resposta à anulação da suspensão de Balogun, a Federação da Bélgica tentou um recurso junto à Fifa, porém o Comitê de Apelações da entidade não aceitou afirmando que eles não eram parte direta no caso. Uefa e federação belga também divulgaram notas criticando duramente a decisão.

Estadão
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