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Futebol

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O baile do Flamengo teve um Grêmio como cúmplice

Rubro-Negro sobrou no Maracanã, poderia ter aplicado uma goleada e mostrou força na disputa pelo título. O 3 a 1 acabou sendo econômico diante de tamanha superioridade

4 nov 2026 - 21h58
(atualizado às 22h16)
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Resumo
Com atuação dominante no primeiro tempo, o Flamengo venceu o Grêmio por 3 a 1 no Maracanã, placar que ficou barato diante da superioridade rubro-negra. Destaques para Pedro, autor de dois gols, e Carrascal. Na etapa final, Amuzu descontou de falta, mas os mandantes administraram o jogo. Com o resultado, o time carioca chegou a 76 pontos e abriu seis de vantagem sobre o Palmeiras, aumentando a pressão sobre o concorrente direto na reta final da disputa pelo título.

O Flamengo venceu o Grêmio por 3 a 1, mas o placar não conta toda a história. Pelo futebol apresentado no primeiro tempo, poderia ter sido muito mais. O time de Leonardo Jardim teve o adversário nas mãos, construiu três gols e deixou o Maracanã com aquela sensação incômoda de que faltou caprichar para transformar uma grande atuação em goleada.

Fotomontagem: Vinicius Teixeira/ Agência RTI Esporte
Fotomontagem: Vinicius Teixeira/ Agência RTI Esporte
Foto: Fotomontagem: Vinicius Teixeira/ Agência RTI Esporte / RTI Esporte

O Grêmio foi cúmplice do baile, especialmente pela estratégia que permitiu ao Flamengo encontrar espaços e jogar com liberdade. Mas seria injusto atribuir o espetáculo apenas às fragilidades gaúchas. O Rubro-Negro teve intensidade, qualidade técnica e capacidade para desmontar o adversário. Não foi um presente. Foi uma demonstração de superioridade.

Samuel Lino, Pedro e Carrascal deram o tom da primeira etapa. Lino foi agressivo, participou das ações ofensivas e mostrou por que pode ser decisivo. Pedro fez dois gols e cumpriu sua obrigação com a eficiência de um centroavante que conhece a área como poucos.

Carrascal, enquanto esteve em campo, foi um capítulo à parte. O colombiano deu criatividade ao ataque e protagonizou a jogada individual que resultou no segundo gol de Pedro. É um jogador que oferece algo diferente, capaz de quebrar uma defesa com um toque ou uma arrancada.

O problema foi o Flamengo não ter aproveitado ainda mais o cenário que construiu. Depois de um primeiro tempo tão dominante, a equipe voltou em ritmo mais baixo. Francis Amuzu marcou um belo gol de falta, em lance que nasceu de uma falta boba de Erick Pulgar.

O chileno errou, mas não merece ser condenado por um episódio isolado. Foi um leão em campo, disputou cada bola e teve participação importante no controle do meio-campo. E, ao contrário de outras noites em que o Flamengo complicou o que parecia resolvido, desta vez não houve espaço para 'Flamengada'.

Uma vitória que vale mais do que três pontos

O 3 a 1 ficou barato para o Grêmio. E isso não diminui a vitória rubro-negra; pelo contrário, reforça o tamanho da superioridade demonstrada no Maracanã. O Flamengo poderia ter saído de campo com uma goleada histórica, mas preferiu administrar o resultado depois de construir a vantagem.

Com 76 pontos, o time abriu seis de frente sobre o Palmeiras, que ainda tem seu compromisso pela rodada. A pressão mudou de lado. Agora, é o rival que precisa responder.

O Flamengo fez sua parte e fez bem feito. Poderia ter sido de mais. Mas, na reta final do campeonato, vencer com autoridade e colocar o concorrente sob pressão é o que realmente importa. O baile foi rubro-negro. E o Palmeiras que trate de dançar.

(*) Wilson Pimentel é jornalista, radialista, empresário e sócio-fundador da Agência RTI Esporte.

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