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Nova emissora? Copa do Brasil pode deixar a Rede Globo

4 ago 2026 - 13h15
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A Record entrou no radar da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para ser casa da Copa do Brasil no próximo triênio, ou seja, entre 2027 e 2030. Já parceira da entidade na exibição do Brasileirão, a emissora se tornou uma das opções de busca da organização para discutir os direitos de transmissão do mata-mata nacional. A CazéTV foi a única que ficou de fora do movimento.

Foto: Taça da Copa do Brasil ( Divulgação/CBF) / Gávea News

Apesar do contato da CBF, a emissora de Edir Macedo ainda pondera sobre uma possível oferta pelo torneio. Isso porque a empresa quer avaliar o retorno comercial que pode ser gerado com o acordo e também busca entender quais os pacotes de jogos disponíveis para negociação. Com os dados, baterá o martelo sobre a investida ou não.

É importante destacar que a negociação com a Record para o próximo triênio não exclui necessariamente a Globo do acordo. Isso porque o interesse da CBF está em justamente fragmentar os direitos em múltiplos pacotes, então, neste caso, a emissora carioca só ficaria fora das negociações se a entidade concordasse em fechar acordo exclusivo com o canal de Edir Macedo.

O movimento em busca da Record, em contrapartida, pode representar o fim do monopólio da Globo. Caso não haja interessados ou ofertas interessantes em mesa, da CBF poderá aceitar a proposta da emissora carioca em manter exclusividade total da competição em suas plataformas, mas, como citado, a ideia da entidade é distribuir pacotes a fim de dar ainda mais visibilidade ao torneio.

Objetivos da CBF

Para além da visibilidade, a entidade trabalha com uma estimativa otimista de arrecadar aproximadamente R$ 1 bilhão com o próximo ciclo da Copa do Brasil — que representaria um recorde para o torneio, já que recebe cerca de R$ 700 milhões com Globo e Amazon.

A CBF retém uma parcela desse valor pago pela TV para poder exibir as partidas, enquanto distribui o restante aos clubes. Assim, quanto mais longe o time vai no campeonato, mais dinheiro cai nos cofres. A premiação, se somada às fases e ao título (R$ 78 milhões), pode ultrapassar R$ 100 milhões.

As metas fazem com que a CBF estude um contrato longo, de quatro anos, embora trabalhe habitualmente com contratos por triênio. Além da Record, a entidade fez contatos com a Globo, Amazon, SBT e ESPN para oferecer pacotes do torneio.

Gávea News
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