O vice-presidente de futebol do Corinthians, Luiz Paulo Rosemberg, filosofou nesta terça-feira sobre a vinda do meia-atacante Zizao para o clube no início do ano. Para explicar a contratação a uma jornalista chinesa, o dirigente lembrou da chegada de Ronaldo, em 2009, e do impacto que a vinda do camisa 9 causou ao jogador e também à própria agremiação: "o gordo se apaixonou".
Zizao apresentou nova camisa do Corinthians nesta terça
"A vinda do Zizao realmente foi um lance bem sucedido, a repercussão dos 13 minutos que ele jogou, em um jogo sem importância, a repercussão na China foi algo grandioso. E o que o Corinthians quis mostrar foi isso. A Fiel é a cara da China. E que a hora que nos conhecessem, realmente iria virar uma piração", afirmou Rosemberg, que continuou.
"Quando a gente trouxe o Ronaldo, o bônus que São Jorge nos enviou foi a paixão do gordo pela torcida. Passou pelos maiores clubes do mundo antes e nunca se envolveu. Quando chega na melhor idade cai em amores pela jovenzinha, deu essa liga entre ele e a Fiel", explicou o vice-presidente.
Ronaldo desembarcou ao Corinthians em 2009 e permaneceu no clube até encerrar a carreira dois anos depois. Desde então, o atleta se declara torcedor do time do Parque São Jorge e constantemente apoia a equipe em seu Twitter pessoal ou em entrevistas concedidas aos mais diversos meios de contratação. Para Rosemberg, será assim com o público chinês pela vinda de Zizao.
"Com o Zizao, qual era a ideia? Atrair os chineses, pensar fora da caixa, um jeito de impactar, algo insólito. Trazer um grande profissional de tênis de mesa seria mais fácil, mas pensamos: 'vamos achar naquele país de perna de pau alguém que tenha talento'. O que tiveram de ver de vídeo para achar o Zizao nao foi fácil", definiu Rosemberg.
O chinês chegou ao Corinthians no início de 2012, mas sofreu com lesões, não teve oportunidades e só atuou por 13 minutos em jogo contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, sua estreia foi bastante comentada no país asiático. O jogador também é um dos mais queridos pela torcida alvinegra, que constantemente pede seu nome nas partidas. A expectativa é que o camisa 200 seja melhor aproveitado na próxima temporada.
Era 14 de janeiro de 2000. O Corinthians iria disputar a primeira final de Mundial de Clubes no Rio de Janeiro, a poucos quilômetros de São Paulo, e mobilizou a nação alvinegra. Corintianos de todas as partes pegaram aeroportos e estradas rumo a terras cariocas. Entre eles, o jovem Ricardo Corregio, que sequer imaginava o destino trágico que o aguardava: a van que levava ele e 10 amigos capotou na estrada e nenhum deles jamais viu a decisão contra o Vasco. Quase 13 anos depois, o agora gerente comercial da Odebrecht na Arena Itaquera terá uma nova chance, só que no Japão
Foto: Léo Pinheiro / Terra
"Fomos em 11 pessoas para o Rio de Janeiro naquela ocasião. Alugamos uma van para sair de São Paulo por volta de meio-dia, mas o motorista chegou atrasado e quis recuperar o tempo perdido na estrada. Se mandou correndo para o Rio, e quando estávamos no Pico das Agulhas Negras, em Resende, ele perdeu o controle e capotou o carro para fora da estrada", relembrou Ricardo, hoje com 37 anos e realizando o sonho de trabalhar diariamente na construção do tão aguardado estádio corintiano
Foto: Léo Pinheiro / Terra
Correggio herdou a paixão alvinegra do pai, que segundo ele acompanha todas as partidas do time do Parque São Jorge. Por isso, o "corintianismo" faz parte de todos os membros da família, razão que explica também o motivo pelo qual o irmão Fábio viajava com ele ao Rio de Janeiro para assistir a decisão mundial de 2000. Foi na altura do km 306 da Rodovia Presidente Dutra que aconteceu a fatalidade
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