Mundial de Clubes: conheça a profissão dos jogadores do Auckland City
Representante da Oceania é o único time amador na competição e tem, até o momento, a pior campanha
O Auckland City chamou a atenção do mundo do futebol ao sofrer uma goleada de 10 a 0 para o Bayern de Munique, no último domingo, na estreia do Grupo C do Mundial de Clubes da Fifa, a maior da história da competição. Nesta sexta-feira, às 13h (de Brasília), o desafio será contra o Benfica, no Orlando City Stadium, na Flórida. Depois, ainda terá pela frente o Boca Juniors.
Principal clube da Oceania na atualidade, o Auckland soma 13 títulos da Liga dos Campeões da Oceania e 12 conquistas do Campeonato Neozelandês. Apesar do sucesso local, o time é considerado amador: seus jogadores encaram uma rotina de dupla jornada, conciliando o futebol com outras profissões. Como ajuda de custo, o clube desembolsa 150 dólares neozelandeses por semana aos atletas (cerca de R$ 2 mil).
A lista de ocupações dos jogadores chama atenção pela diversidade, incluindo a do goleiro Conor Tracey, que, mesmo após a goleada sofrida para o Bayern, foi o único destaque da equipe. Funcionário de um depósito, ele trabalha como estoquista e precisou tirar uma licença não remunerada para disputar o torneio.
Entre outras histórias curiosas está a do atacante colombiano Jerson Lagos, de 23 anos, que trabalha como barbeiro. O experiente goleiro uruguaio Sebastián Ciganda, de 31 anos, com passagem pelas categorias de base do Nacional, limpa piscinas para garantir a renda mensal. Já o zagueiro Adam Mitchell atua como corretor de imóveis.
O atacante Ryan De Vries trabalha como polidor de carros, enquanto o atacante Dylan Manickum concilia a carreira de engenheiro assistente na construção civil com a participação na seleção de futsal da Nova Zelândia. O meia Mario Ilich e o lateral Alfie Rogers são representantes de vendas da Coca-Cola. Por sua vez, o espanhol Gerard Garriga é treinador em uma academia de futebol. O elenco também reúne estudantes, como Natha Garrow, Jeremy Foo, Christian Gray e Myer Bevan.
As conquistas desse grupo garantiram ao clube 12 participações no antigo formato do Mundial de Clubes. Agora, o Auckland City é o único representante da Oceania no novo formato e também será no Intercontinental, que será disputado no fim do ano.
Confira a profissão de cada jogador do Auckland City no Mundial de Clubes:
- Conor Tracey (Goleiro) - Estoquista;
- Sebastián Ciganda (Goleiro) - Limpador de piscinas;
- Natha Garrow (Goleiro) - Estudante em tempo integral;
- Adam Mitchell (Zagueiro) - Corretor de imóveis;
- Christian Gray (Zagueiro) - Professor em formação;
- Nikko Boxall (Zagueiro) - Corretor em empresa de seguros;
- Michael Den Heijer (Zagueiro) - Líder de equipe na LifeChanger Foundation;
- Regont Murati (Lateral) - Product Owner;
- Jordan Vale (Lateral) - Professor de ensino fundamental;
- Dylan Connolly (Lateral) - Fisioterapeuta;
- Adam Bell (Lateral) - Vendedor no varejo e estudante;
- Alfie Rogers (Lateral) - Representante de vendas da Coca-Cola;
- Tong Zhou (Meia) - Líder de programa comunitário e educador no King's College;
- Matt Ellis (Meia) - Assistente de vendas em empresa de alimentos;
- Jeremy Foo (Meia) - Estudante de ciências;
- Gerard Garriga (Meia) - Treinador em academia de futebol;
- Mario Ilich (Meia) - Representante de vendas da Coca-Cola;
- Jackson Manuel (Meia) - Treinador comunitário de futebol;
- David Yoo (Meia) - Treinador comunitário de futebol;
- Dylan Manickum (Atacante) - Engenheiro assistente na construção civil;
- Haris Zeb (Atacante) - Treinador comunitário de futebol;
- Myer Bevan (Atacante) - Estudante de educação física e personal trainer;
- Angus Kilkolly (Atacante) - Operador em empresa de ferramentas;
- Ryan De Vries (Atacante) - Polidor de carros;
- Jerson Lagos (Atacante) - Barbeiro.