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Mirassol pode ser punido por reprisar lance polêmico em telão e atrasar saída da arbitragem; entenda

Denúncia do STJD aponta série de infrações após jogo contra o Bahia e pode gerar multas, perdas de mando e até interdição de estádio do interior paulista

14 abr 2026 - 09h47
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A partida entre Mirassol e Bahia, disputada no último sábado, 11 de abril, pode ter desdobramentos sérios fora de campo. O clube paulista foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma série de infrações disciplinares após confusões envolvendo arbitragem, comissão técnica e torcedores.

A denúncia se baseia em relatos da súmula e documentos oficiais, que apontam um cenário de descontrole ao fim da partida, marcada por forte contestação ao segundo gol do Bahia. A revolta culminou em expulsões, invasão de campo, ofensas à arbitragem e até falhas graves de segurança no estádio.

Um dos pontos centrais da denúncia envolve a conduta de jogadores, membros da comissão e dirigentes do Mirassol após o apito final. De acordo com o documento do STJD, houve invasão de campo por integrantes uniformizados do clube, que se dirigiram à arbitragem com xingamentos e intimidações.

Além disso, o técnico Rafael Guanaes e o meia Carlos Eduardo foram expulsos ainda durante a confusão. O documento também cita atitudes consideradas agressivas, como chutes em objetos, protestos acintosos e uso de um tablet para contestar decisões do árbitro.

Outro fator que agravou a situação foi o uso indevido do telão do estádio. O Mirassol exibiu repetidas vezes o lance polêmico que gerou reclamações, o que é proibido pelo regulamento da CBF.

A reprodução das imagens aumentou a tensão nas arquibancadas, com registros de gritos hostis direcionados à arbitragem. Segundo a denúncia, esse comportamento pode ser enquadrado como incitação à desordem, já que contribuiu para inflamar ainda mais o ambiente.

A situação se agravou com problemas estruturais. A arbitragem ficou cerca de 35 minutos no gramado aguardando condições seguras para deixar o campo. Segundo o relatório, não havia efetivo policial suficiente no momento, o que obrigou a espera por reforços.

Os árbitros deixaram o estádio sob escolta e, por questões de segurança, sequer conseguiram utilizar o vestiário normalmente ou finalizar os relatórios no local.

Quais punições o Mirassol pode sofrer?

A denúncia do STJD enquadra o clube em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que amplia o leque de possíveis sanções.

Entre as principais punições previstas estão:

  • Perda de mando de campo: o Mirassol pode ser obrigado a jogar entre uma e dez partidas longe de seu estádio;
  • Multas financeiras: os valores podem variar dependendo das infrações, chegando a cifras elevadas;
  • Interdição do estádio: o local pode ser proibido de receber jogos até que comprove condições adequadas de segurança;
  • Punições individuais: jogadores, comissão técnica e dirigentes denunciados podem receber suspensões e outras sanções disciplinares.

Além disso, há agravantes como ameaça à arbitragem, ofensas à honra e invasão de campo, que podem aumentar o rigor das punições.

Entenda o estopim da confusão

A revolta do Mirassol teve origem no segundo gol do Bahia, já na reta final da partida. O clube paulista reclamou de uma possível falta na origem da jogada, envolvendo o atacante Negueba, que não foi marcada pela arbitragem.

A decisão gerou paralisação de cerca de dez minutos, além de protestos intensos dentro e fora de campo. Mesmo com a pressão, o árbitro manteve a decisão, o que ampliou ainda mais a insatisfação dos mandantes.

Agora, o caso será analisado pelo STJD, que decidirá as punições com base nas provas e nos relatos apresentados.

Estadão
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