Atlético-MG contratou em baixa para montar elenco "barato"; veja preços
Há um lema repetido por comerciantes que explica um pouco da história do Atlético-MG finalista da Copa Libertadores. O segredo do lucro, diz este lema, não está em vender por preços baixos. Mas sim no valor da compra da mercadoria. Ao assinar com vários jogadores a preços relativamente baixos para o mercado nacional, a direção atleticana montou uma folha salarial que pode ser chamada de enxuta.
Segundo dados obtidos pelo Terra, o Atlético gasta pouco mais de R$ 4 milhões mensais com os ordenados de seus jogadores. A folha salarial atleticana é a sétima entre os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. O investimento é inferior aos de Fluminense, Grêmio, Internacional, São Paulo, Corinthians e até mesmo do rival Cruzeiro.
Os vencimentos de Ronaldinho correspondem a aproximadamente 25% do que o Atlético gasta mensalmente com seu elenco. Há um ano, depois de rescindir com o Flamengo, ele firmou vínculo por pouco mais de R$ 300 mil mensais. Em sua renovação recente, elevou a quantia a R$ 700 mil, mas por um acordo comercial com o Banco BMG e premiações por metas, recebe cerca de R$ 1,2 milhão.
Dono do maior salário do futebol brasileiro com a saída de Neymar para o Barcelona, ele é a única “extravagância” da direção atleticana. Victor, Réver, Diego Tardelli, Jô e Guilherme são os outros únicos a receber mais de R$ 180 mil mensais. Em clubes como Corinthians, São Paulo e Fluminense, jogadores reservas, por vezes, atingem esse patamar salarial.
O fato de ter dois pratas da casa entre os titulares também contribui para a folha atleticana. Bernard, que deve ser negociado logo depois da Libertadores, só conseguiu um contrato de três dígitos há poucos meses. Marcos Rocha, que jogou emprestado ao América-MG em 2011, recebia R$ 7 mil no início do Brasileiro do ano passado. Hoje, seus vencimentos são estimados em metade do que ganha o lateral direito do rival, o cruzeirense Ceará.
Depois de duas temporadas em que ficou fora da disputa de títulos importantes, o Cruzeiro precisou pagar salários acima do mercado para atrair jogadores que interessavam a outros grandes. Nesse contexto podem ser encaixados nomes como Dagoberto, Borges, Dedé e até o reserva Paulão. Segundo pessoas ligadas ao zagueiro, ele recebe o equivalente ao atleticano Réver.
| Jogadores | Como estavam quando chegaram |
| Victor | Tinha bom valor de mercado, mas vivia contestação no Grêmio |
| Marcos Rocha | Cria das categorias de base |
| Leonardo Silva | Reserva do Cruzeiro liberado ao fim do contrato |
| Réver | Não havia se adaptado ao Wolfsburg, da Alemanha |
| Richarlyson | São Paulo não fez proposta para renovar seu contrato |
| Leandro Donizete | Atuava pelo Coritiba, em que era coadjuvante |
| Pierre | Não era aproveitado por Felipão no Palmeiras. Trocado por D. Carvalho |
| Bernard | Cria das categorias de base |
| Ronaldinho | Deixou o Fla por problemas internos. Aposta de Kalil |
| Diego Tardelli | Estava no Oriente Médio, mas tinha status de ídolo entre atleticanos |
| Jô | Tinha muitos problemas extracampo no Inter e foi liberado sem custos |