Leila Pereira quebra o silêncio sobre rumor de ida ao Vasco e aponta investimento bilionário no Palmeiras
Leila Pereira destacou o investimento feito no Palmeiras, respondeu às críticas da oposição e afastou a possibilidade de assumir um cargo no Vasco
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, negou qualquer plano de assumir cargo no Vasco após seu mandato em 2027 e afirmou que voltará a se dedicar às suas empresas. A declaração ocorreu após a compra da SAF vascaína pela empresa do enteado gerar críticas da oposição e pedidos para afastar seu marido, José Roberto Lamacchia, do Conselho do clube paulista. Leila rebateu os opositores, destacando que o casal investiu mais de R$ 1 bilhão no Palmeiras e exigindo união política interna.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou que ela e o marido, José Roberto Lamacchia, colocaram mais de R$ 1 bilhão no clube ao longo da relação construída nos últimos anos. A dirigente também criticou integrantes da oposição e descartou qualquer possibilidade de assumir um cargo no Vasco após encerrar seu mandato.
As declarações ocorreram durante um jantar com conselheiros na noite de segunda-feira (5), em uma pizzaria na zona oeste de São Paulo. O encontro aconteceu durante o lançamento da chapa Palestra. A discussão ganhou força após a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, vencer o processo competitivo para adquirir 90% da SAF do Vasco.
O movimento provocou questionamentos dentro do Palmeiras sobre um possível conflito de interesses. Integrantes da oposição protocolaram um pedido para retirar José Roberto Lamacchia do Conselho do clube.
Leila demonstrou insatisfação com a iniciativa. A presidente lembrou a participação de suas empresas e do marido na história recente do Palmeiras e destacou o volume de recursos destinados ao clube. "Eu e o meu marido colocamos mais de R$ 1 bilhão dentro do Palmeiras. Nossas marcas foram expostas? Sim. Nós poderíamos ir a outros lugares", afirmou a dirigente, segundo áudio publicado pelo Nosso Palestra.
Leila reage à oposição do Palmeiras
Durante o encontro, Leila elevou o tom ao comentar o pedido contra o marido. A presidente classificou a discussão promovida por parte da oposição como uma "conversa de meia dúzia de imbecis". A dirigente também pediu união aos conselheiros e defendeu o trabalho realizado nos últimos anos. Segundo ela, a transformação vivida pelo Palmeiras contou com a participação de diferentes setores do clube, além dos investimentos realizados por suas empresas.
A relação entre Leila e o Palmeiras começou antes de sua chegada à presidência. As empresas ligadas à dirigente se tornaram patrocinadoras do clube, e ela posteriormente passou a integrar a política palmeirense.
Leila assumiu a presidência pela primeira vez em dezembro de 2021. No fim de 2024, foi reeleita com 2.295 votos entre 3.183 possíveis e iniciou o segundo mandato em 2025.
Presidente descarta futuro no Vasco
A negociação envolvendo a SAF do Vasco também levantou questionamentos sobre os próximos passos de Leila depois de sua passagem pelo Palmeiras.A presidente, porém, negou qualquer intenção de seguir para o clube carioca. Segundo ela, o plano é retomar a dedicação às próprias empresas quando deixar a presidência palmeirense.
"Quando eu sair do Palmeiras, em dezembro de 2027, eu vou voltar de onde eu vim, eu vou voltar para as minhas empresas, me dedicar às minhas empresas", declarou.
O segundo mandato de Leila Pereira no Palmeiras termina no fim de 2027. O período coincide com o término do atual contrato do técnico Abel Ferreira. Até lá, a dirigente seguirá à frente do Palmeiras em meio aos desafios esportivos e às disputas políticas internas que ganharam novo capítulo com a negociação envolvendo a SAF do Vasco.
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