Lateral da seleção acumula R$ 16,3 mi em condenações, diz colunista
Emerson Royal acumulou valor por condenações em disputas com empresas que o agenciaram.
O lateral da seleção brasileira para as Eliminatórias da Copa de 2026, Emerson Royal acumulou R$ 16.314.072,01 que devem ser pagos por condenações em disputas com empresas que o agenciam em diferentes períodos. A informação foi publicada pelo colunista de esportes do UOL, Ricardo Perrone, neste domingo, 3.
De acordo com Perrone, esse é o valor sem atualizações e honorários. Os conflitos foram levados pelas agências para CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), vinculada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O caso que está mais adiantado é referente à cobrança conjunta das empresas Argos Gestão e Consultoria Esportiva, de Bruno Alves Ramos, e a G3 Consultoria Esportiva, do agente José Galante. Eles cuidavam da carreira do jogador quando ele se transferiu da Ponte Preta para o Atlético-MG, aponta a coluna.
Em setembro, a sentença da CNRD foi confirmada pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) que obrigou o atleta a pagar uma multa de 600 mil euros, o que equivale a R$ 3.197.820, na cotação atual, por quebra de contrato. A Link, do agente André Cury, foi condenada a ser solidária no pagamento.
As agências recorrem ao CBMA, que funciona como segunda e última instância, conta a decisão proferida pela CNRD. Porém, o entendimento da CNRD foi que a Link violou a regra que impede os agentes e suas empresas de assinarem um contrato com jogadores que tenham rompido com seus representantes de forma injustificada.
No processo, a empresa de Cury negou ter cometido a irregularidade ou ter influenciado Emerson a cometê-las. Atualmente, a empresa não representa mais o atleta, está em litígio (conflito de interesses) com ele e também obteve uma decisão a seu favor.
Segundo Perrone, à CNRD, a Link alegou que o atleta encerrou o vínculo com as duas empresas por descumprimento contratual por parte delas, versão sustentada pelo jogador. Entre outros argumentos, o lateral também disse que perdeu a confiança nas empresas ao saber que elas receberam valores diretamente da Ponte e do Galo sem sua anuência.
Depois dessas alegações, a CNRD concluiu que todas as partes descumpriram com o contrato e que a Link teve sim influência na decisão de Emerson pela rescisão. A câmara entendeu que o atleta não provou ter rompido o contrato por justa causa, por isso a multa foi aplicada.
A sentença condenou ainda Royal a reembolsar as duas agências em R$ 26 mil pelo investimento que elas fizeram. Contudo, como o atleta ainda não cumpriu a sentença, a CNRD pode aplicar sanções ao jogador. Caso a situação continue, o lateral pode até ser suspenso.
Visto que ainda não foram pagas, a Argos e a G3 entraram com uma ação na Justiça de São Paula cobrando a multa da Link na última quinta-feira, 30, de acordo com a coluna. O pedido na Justiça é para que a Link seja citada para efetuar o pagamento de R$ 5.265.717,98 (valor atualizado e com honorários) sob pena de multa de 10% e de pedido de penhoras.