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Justiça do Paraguai decreta prisão no caso Ronaldinho

Após seis anos, a Justiça do Paraguai determina a prisão preventiva de uma suspeita considerada peça-chave no caso dos passaportes falsos que envolveu Ronaldinho em 2020

14 abr 2026 - 13h30
(atualizado às 13h38)
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Ronaldinho Gaúcho em entrevista para jornal europeu, em 2021
Ronaldinho Gaúcho em entrevista para jornal europeu, em 2021
Foto: Matthias Hangst/Getty Images / Esporte News Mundo

O caso dos passaportes falsos que ganhou repercussão internacional em 2020 teve um avanço decisivo nesta segunda-feira (13/04). A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva da empresária Dalia López, apontada pelas autoridades como a principal responsável pelo esquema que levou à prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Roberto de Assis.

Dalia López, empresária acusada de dar documentos falsos para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão
Dalia López, empresária acusada de dar documentos falsos para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão
Foto: reprodução/X / Esporte News Mundo

Dalia foi capturada no dia 02 de abril, após permanecer foragida por seis anos. Em seguida, foi transferida para a penitenciária feminina de Emboscada, localizada a cerca de 35 quilômetros de Assunção.

A decisão foi tomada pelo juiz Francisco Acevedo, que negou qualquer possibilidade de liberdade provisória ou prisão domiciliar. Entre os principais argumentos, o magistrado destacou o risco de fuga, considerando o período em que a empresária permaneceu escondida. Segundo a decisão, esse histórico indica ausência de intenção de colaborar com a Justiça.

Dalia López responde pelos crimes de associação criminosa e uso de documentos públicos de conteúdo falso. As investigações ainda não esclareceram completamente a motivação que levou Ronaldinho a aceitar os passaportes paraguaios, já que cidadãos brasileiros podem entrar no país apenas com documento de identidade.

Dalia López com Ronaldinho Gaúcho
Dalia López com Ronaldinho Gaúcho
Foto: reprodução/X/@Benru79 / Esporte News Mundo

O caso teve início em março de 2020, quando Ronaldinho e Roberto de Assis viajaram ao Paraguai a convite da própria empresária para participar de eventos beneficentes. Dois dias após o desembarque, ambos foram detidos por apresentarem documentos paraguaios falsificados.

O ex-jogador permaneceu cerca de 30 dias em uma unidade policial e, posteriormente, cumpriu aproximadamente quatro meses de prisão domiciliar em um hotel. A liberação ocorreu em agosto daquele ano, após o pagamento de fiança de cerca de 1,6 milhão de dólares. O processo foi encerrado mediante pagamento de multa.

Ao todo, 18 pessoas foram indiciadas no esquema de falsificação de documentos. Dalia López era considerada a principal investigada ainda foragida, o que mantinha o caso em aberto.

Com a prisão da empresária, a Justiça paraguaia busca avançar na identificação da origem e do funcionamento da rede responsável pela emissão irregular de documentos, que utilizava dados de cidadãos paraguaios reais para beneficiar estrangeiros.

A expectativa das autoridades é que, a partir da detenção, novas informações contribuam para a conclusão definitiva das investigações.

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