Jornal francês critica Copa nos EUA em capa com Infantino como marionete de Trump e árbitro barrado
Principal diário esportivo da França fez severas críticas à postura do governo norte-americano
As polêmicas ações políticas antimigratórias dos Estados Unidos, às vésperas do início da Copa do Mundo, colocaram o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, como uma "marionete" do presidente americano Donald Trump, em capa publicada nesta quarta-feira, 10, pelo jornal francês L'Équipe.
O caso que ganhou o maior destaque foi do árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália. Escalado pela Fifa para apitar jogos da competição, ele enfrentou uma entrevista de 11 horas na migração, além de detenção em uma cela, foi proibido de entrar no país e acabou deportado.
La une du journal L'Equipe du mercredi 10 juin pic.twitter.com/NaOqIX3fZn
— L'Équipe (@lequipe) June 9, 2026
Mas este não foi o único episódio retratado pelo noticioso. Aymen Hussein, principal nome da seleção do Iraque, passou por situação parecida ao ser detido por cerca de sete horas na migração e só depois teve a sua entrada nos Estados Unidos liberada. Quem não teve o mesmo tratamento foi o fotógrafo da seleção iraquiana. Com o visto negado, ele teve de voltar para Bagdá.
Já a seleção do Irã, que está concentrada no México e tem mandos de jogos marcados para Los Angeles (duas partidas) e Seattle nesta fase de grupos, só havia sido liberada para entrar no país nos dias dos seus confrontos, com a obrigatoriedade de sair no mesmo dia. Na terça, porém, a agência Reuters informou que os iranianos vão poder chegar um dia antes das partidas.
A atual edição da Copa do Mundo é a maior da história do torneio. O Mundial vai contar com a participação de 48 seleções e será disputado em três sedes pela primeira vez. Além dos Estados Unidos, México e Canadá também vão receber o evento esportivo. O torneio de seleções começa neste dia 11, e a final está marcada para 19 de julho.
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