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Jogador europeu está mais alto, rápido e velho, diz estudo

19 jan 2011 - 18h10
(atualizado às 18h32)
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Os jogadores de futebol que atuam na Europa estão tendo carreiras mais longas, ficando mais altos e correndo mais rápido, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.

A pesquisa do Observatório de Jogadores Profissionais de Futebol, com sede na Suíça, avaliou mais de 13 mil atletas em 534 clubes de 36 ligas, e concluiu também que:

O Barcelona tem, na média, a equipe mais baixa da Europa.

O Manchester United tem o elenco mais estável.

A Inter de Milão tem o elenco mais velho.

O Tottenham tem mais jogadores de seleções.

Cada clube tem em média pelo menos um brasileiro.

Raffaele Poli, um dos coautores do estudo, trabalha na Universidade de Neuchâtel, na Suíça, e desde 2005 compila dados sobre os atletas do futebol europeu. Segundo ele, algumas das principais tendências já apareciam na primeira versão do estudo, há três anos.

"Estamos vendo que os jogadores das principais ligas estão se tornando mais velhos, mais rápidos, e estão ficando mais altos", disse. "Em geral, também, mais de 45,7% se transferem internacionalmente durante sua carreira, e os jogadores atuando no clube onde se desenvolveram caíram de 26% há três anos para 23,4%.

Os jogadores do Barcelona têm em média 1,77m, menor média da Europa. Os times mais altos são o Mattersburg, da Áustria, e o Volyn Lutsk, da Ucrânia, com 1,86m.

No Manchester United, os jogadores estão no clube em média há 5,71 anos. A maior rotatividade é no Olympiakos Nicosia, de Chipre, que contratou 95% do seu elenco em 2010. A equipe cipriota é também a com maior número de estrangeiros: 85%.

A Inter de Milão, atual campeã europeia e mundial, prova que experiência é um trunfo nos gramados: seu elenco tem em média 29,6 anos. O time mais jovem do continente é o Olimps Riga, da Letônia, com uma média etária de 19,02 anos.

O Tottenham poderia montar dois times só com jogadores ativos em seleções, são 23 no elenco. Já o holandês Ajax é o maior celeiro de jogadores que hoje atuam nas principais ligas europeias: 54 saíram de lá.

PRATAS DA CASA

Na Islândia, metade dos jogadores atua nos clubes pelos quais foram revelados. No outro extremo, os clubes portugueses mantêm apenas 6% de pratas da casa.

Segundo o estudo, os clubes europeus têm em média 24,5 jogadores no seu elenco, dos quais 5,2 com até 21 anos de idade; 8,1 com pelo menos 1,85m; 5,7 revelados no próprio clube; e 8,2 estrangeiros (sendo 1,1 brasileiro por equipe).

Mas, embora todas essas cifras sejam reveladoras - há mais de 80 páginas de dados no site do estudo -, será que elas têm aplicações práticas?

"Sim", diz Poli. "Muitos clubes, inclusive Manchester United, Arsenal, Chelsea, Lille e Manchester City, pegam o relatório, estudam as tendências, usam-no como parâmetro para verem como seus rivais estão indo. As entidades desportivas também analisam atentamente as cifras que mostram com muita precisão as mudanças no futebol europeu e as tendências emergentes", concluiu.

Lionel Messi comemora com Iniesta gol na vitória do Barcelona
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Foto: AP
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