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São Paulo pode encher o caixa com vendas de Neres e Militão

Clube espera por desfechos de negociações milionárias envolvendo seus ex-jogadores

9 jan 2019
04h41
atualizado às 07h50
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O São Paulo pode quitar o que já investiu em reforços para a temporada 2019 com vendas de jogadores que nem lhe pertencem mais, mas ainda têm dinheiro a gerar para o caixa tricolor, seja pelo mecanismo de solidariedade da Fifa, que prevê remuneração ao clube formador, seja por cláusulas contratuais acertadas no momento da venda destes atletas. Na pauta, estão o zagueiro/lateral Éder Militão e o atacante David Neres.

O primeiro, vendido ao Porto-POR em julho do ano passado, tem sido um dos destaques do sistema defensivo da equipe e começa a despertar o interesse de gigantes europeus. Na última segunda-feira, o jornal inglês "Daily Mail" apontou que o Manchester United se juntou a Liverpool e Real Madrid na lista de interessados pelo ex-são-paulino em cifras que podem chegar aos 42,5 milhões de libras (R$ 200 milhões).

Eder Militão, destaque do Porto
Eder Militão, destaque do Porto
Foto: Reprodução Twitter Porto / Estadão Conteúdo

O São Paulo tem direito a 10% de uma venda futura e mais 3,5% de mecanismo de solidariedade pela formação de Militão, por isso observa atentamente o assédio a uma de suas joias forjadas em Cotia, sede das divisões de base do clube. No exemplo hipotético citado acima, caso uma transação de R$ 200 milhões fosse concluída, o time brasileiro receberia R$ 27 milhões, praticamente o mesmo que desembolsou para contratar o atacante Pablo, do Athletico-PR (R$ 26,6 milhões).

No caso de David Neres, a bolada seria ainda maior. Segundo o jornal holandês "De Telegraaf", os chineses do Guangzhou Evergrande estariam dispostos a desembolsar 30 milhões de euros (cerca de R$ 127 milhões) para tirá-lo do Ajax-HOL, clube que o contratou do São Paulo por R$ 50 milhões no início de 2017 e que será rival dos brasileiros na Florida Cup, em duelo marcado para o próximo dia 12.

O porcentual tricolor sobre o atacante é de 20% sobre uma venda futura, além de 3,5% do mecanismo de solidariedade. Ou seja, aproximadamente R$ 30 milhões cairiam na conta do clube do Morumbi se o martelo fosse batido e Neres trocasse a Holanda pela China.

Vendas já atingiriam metade da meta para 2019

Se os quase R$ 60 milhões vierem de fato, o São Paulo já atingiria no primeiro mês do ano metade da meta prevista no orçamento de 2019 com venda de atletas. Recentemente, em entrevista à Rádio Globo/CBN, o diretor financeiro do clube, Elias Barquete Albarello, afirmou que, pela peça orçamentária, estão previstos cerca de R$ 60 milhões para contratações, condicionados a uma receita com vendas de jogadores de R$ 120 milhões.

As sete contratações anunciadas para este ano já consumiram mais de R$ 42 milhões dos cofres, daí a importância de se equilibrar a balança com a venda de alguns ativos.

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Estadão

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