Presidente da Fifa se manifesta após denúncia de racismo contra Vini Jr.: 'Chocado'
Gianni Infantino cobra responsabilização dos envolvidos, elogia juiz por acionar protocolo antirracismo e pede tolerância zero com discriminação no futebol
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se pronunciou nesta quarta-feira (18) após a denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior durante a partida entre Benfica e Real Madrid, pela ida do playoff da Liga dos Campeões da Uefa.
Em comunicado divulgado nas redes sociais da entidade, o dirigente afirmou estar "chocado e entristecido" com o episódio e voltou a defender punições severas em casos de discriminação.
FIFA President Gianni Infantino:
"I was shocked and saddened to see the incident of alleged racism towards Vinícius Júnior in the UEFA Champions League match between SL Benfica and Real Madrid CF.
There is absolutely no room for racism in our sport and in society - we need…
— FIFA Media (@fifamedia) February 18, 2026
Segundo Infantino, não há qualquer espaço para racismo, seja no futebol ou na sociedade, e é fundamental que todas as partes envolvidas atuem de forma firme para identificar e responsabilizar os culpados.
O presidente da Fifa destacou ainda o compromisso institucional da entidade por meio da Iniciativa Global contra o Racismo e do Painel de Voz dos Jogadores, criados para garantir respeito e proteção a atletas, árbitros e torcedores.
O dirigente também fez questão de elogiar publicamente a atuação do árbitro francês François Letexier, que interrompeu o jogo ao acionar o protocolo antirracismo após a denúncia do atacante brasileiro. Para Infantino, a postura da arbitragem foi exemplar ao seguir os procedimentos previstos e tentar conter a situação em campo.
O caso ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, logo após Vinícius Júnior marcar um golaço que abriu o placar para o Real Madrid e comemorar próximo à bandeirinha de escanteio, em frente a um setor da torcida do Benfica, o que gerou reclamações dos jogadores portugueses e resultou em uma confusão generalizada.
Inicialmente, Vini recebeu cartão amarelo, mas, na sequência, relatou ao árbitro ter sido chamado de "mono" ("macaco", em espanhol) pelo atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica.
Diante da denúncia, Letexier paralisou a partida por cerca de dez minutos, enquanto o jogador do Real Madrid era amparado por companheiros como Mbappé e Tchouaméni.
Membros das duas comissões técnicas discutiram à beira do campo, e o clima seguiu tenso até o reinício do jogo, quando Vinícius e outros atletas do time espanhol passaram a ser hostilizados pela torcida, com vaias constantes e arremesso de objetos.
Após o apito final, Prestianni negou publicamente qualquer atitude racista, mas, em publicação nas redes sociais, o jogador do Benfica afirmou que não proferiu insultos discriminatórios, disse que houve uma interpretação equivocada do que teria sido ouvido em campo e lamentou as ameaças que afirmou ter recebido de atletas do Real Madrid.