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Liga dos Campeões

No Camp Nou, Mourinho tem dia de rei com triunfo da "retranca"

28 abr 2010 - 18h54
(atualizado às 19h54)
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Após a classificação da Inter de Milão para a final da Liga dos Campeões, segurando o poderoso Barcelona dentro do Camp Nou, um homem teve muito o que comemorar. Assim que o árbitro belga Franck de Bleeckere encerrou a partida desta quarta-feira, o técnico José Mourinho surgiu do banco de reservas como um autêntico vencedor. Levantou os braços, apontou aos céus e mostrou para a torcida catalã que ele ainda tem muito a conquistar.

Se repetir o desempenho brilhante desta quarta-feira, Mourinho tem condições de levar sua segunda Liga para casa. Seu único título europeu veio com o Porto, quando ainda era um novato no cenário do futebol, com um time que primava pelo ataque.

Na Itália, o português teve de se adaptar ao ferrolho italiano. E se deu bem. O antídoto para o poderoso Barcelona foi o bom e velho Catenaccio, a famosa "retranca" que já deu certo para o time de Milão nos anos 60, com o técnico Helenio Herrera. Sob o comando de Herrera, a Inter conquistou seus únicos dois títulos europeus até hoje: em 1964 e 65.

A partir de nomes como Lúcio, Maicon, Samuel e Javier Zanetti, Mourinho montou uma defesa sólida e muito difícil de ser batida. Contra o Barcelona, com um jogador a menos, ele forçou o habilidoso e veloz time catalão a apelar para os cruzamentos na área. E sem Ibrahimovic, a tarefa dos espanhois ficou quase impossível. O esquema foi até certo ponto simples. Duas linhas bem definidas com quatro jogadores, e Samuel Eto'o segurando dois zagueiros no ataque.

Fora do campo, Mourinho também deu seu show. Pressionando os rivais, ironizando a arbitragem e expondo sua revolta de forma sutil após a expulsão de Thiago Motta: aplaudindo o árbitro belga.

Ao final do jogo, com a missão cumprida, ele desabafou. Gritou, bateu a mão no peito e mostrou o porquê de ele ser tão valorizado pela direção do clube italiano. Abraçou cada um de seus heróis e lembrou que a batalha final ainda está por vir.

Classificado para a decisão contra o Bayern de Munique, ele terá a chance de tentar aquilo que o Barcelona lhe impediu em 2006. Na ocasião, seu Chelsea foi derrotado nas oitavas de final da Liga pelos espanhóis. O insucesso doeu, ainda mais para alguém que preza tanto seu ego.

Se o técnico já parece "insuportável" antes mesmo da decisão, é bom o torcedor se preparar para o caso de ele vencer a final da Liga. Aí, Mourinho será mais arrogante do que nunca. E com razão.

O técnico da Inter, José Mourinho, ironiza a expulsão de seu jogador
O técnico da Inter, José Mourinho, ironiza a expulsão de seu jogador
Foto: AP
Fonte: Redação Terra
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