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Futebol Internacional

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Gianni Infantino vira alvo de nova denúncia na FIFA; saiba o motivo

Mais de 100 mil pessoas apoiam denúncia que questiona relação do dirigente com Donald Trump e supostas violações às regras de ética da entidade

8 set 2026 - 13h46
(atualizado às 18h43)
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Resumo
Mais de 100 mil pessoas apoiaram uma denúncia da ONG FairSquare ao Comitê de Ética da Fifa contra Gianni Infantino. O presidente da entidade é acusado de violar regras de governança e neutralidade política devido à sua proximidade com Donald Trump, incluindo a criação não autorizada de uma honraria ao líder norte-americano. A entidade pede a suspensão de Infantino por dois anos e sua inelegibilidade, contestando a busca por um quarto mandato consecutivo sob alegação de excesso do limite legal.
Gianni Infantino e Donald Trumpo posam juntos, com a taça da Copa do Mundo, durante a final de 2026 em Nova Jérsey, nos Estados Unidos -
Gianni Infantino e Donald Trumpo posam juntos, com a taça da Copa do Mundo, durante a final de 2026 em Nova Jérsey, nos Estados Unidos -
Foto: Carl Recine/Getty Images / Esporte News Mundo

Mais de 100 mil pessoas assinaram uma denúncia que pede à Fifa uma investigação contra Gianni Infantino, presidente da entidade, por supostas violações ao código de ética relacionadas aos seus vínculos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (8) pela organização de direitos humanos FairSquare. A denúncia também conta com o apoio da campanha Reboot Fifa e foi encaminhada ao Comitê de Ética da entidade.

Segundo a organização, Infantino teria cometido possíveis violações envolvendo abuso de poder, falta de neutralidade política e descumprimento de deveres de lealdade. As acusações estão relacionadas principalmente à aproximação do dirigente com Trump.

Denúncia cita relação entre Infantino e Trump

Entre os episódios mencionados pela FairSquare está a relação mantida entre Gianni Infantino e Donald Trump durante a Copa do Mundo.

Durante a competição, Trump teria pedido ao presidente da Fifa que revisasse o cartão vermelho recebido pelo atacante norte-americano Folarin Balogun, que posteriormente foi suspenso.

A organização também questiona a atuação de Infantino em outras decisões envolvendo a entidade. Um dos pontos citados é o projeto Fifa Forward Enterprise, que previa a participação de investidores de private equity em eventos da Fifa.

A proposta provocou reações negativas e acabou sendo abandonada.

Para Nicholas McGeehan, diretor da FairSquare, as novas acusações representam uma continuidade da denúncia apresentada anteriormente contra Infantino.

"Agora temos essa preocupação pública e política", afirmou McGeehan à Reuters, segundo o material divulgado pela organização.

Comitê de Ética ainda não apresentou atualização

A FairSquare afirma que a primeira denúncia foi recebida pelo Comitê de Ética da Fifa em 12 de dezembro de 2025. Desde então, segundo a organização, não houve uma atualização sobre o andamento do caso.

O novo documento reúne oito episódios que, na avaliação da entidade de direitos humanos, podem representar violações às regras de ética e governança da Fifa.

Entre as acusações está a suposta violação da neutralidade política da entidade por meio de manifestações públicas de apoio ao slogan e à agenda política de Trump.

Infantino também é acusado de ter criado o Prêmio da Paz da Fifa sem a aprovação ou participação do Conselho da entidade e, posteriormente, entregado a honraria a Trump.

Outro ponto questionado envolve o desenvolvimento do Fifa Forward Enterprise, que, segundo a FairSquare, teria sido conduzido de maneira secreta e sem seguir os processos de governança da organização.

FairSquare pede suspensão de Infantino

A organização afirma que pretende que Gianni Infantino seja suspenso das atividades relacionadas ao futebol por dois anos.

De acordo com McGeehan, porém, a iniciativa não tem como único objetivo uma punição ao dirigente. A FairSquare também questiona a capacidade da Fifa de fiscalizar e responsabilizar seus próprios dirigentes.

Infantino busca atualmente a reeleição para um quarto mandato como presidente da Fifa, prevista para março. Até o momento, segundo as informações apresentadas na denúncia, não surgiu um adversário considerado competitivo para disputar o cargo.

No mês passado, a FairSquare também pediu que a entidade declarasse Infantino inelegível para uma nova candidatura. A organização argumenta que o dirigente já teria atingido o limite de três mandatos previsto pelo estatuto da Fifa.

Entenda a discussão sobre os mandatos

Gianni Infantino foi eleito presidente da Fifa pela primeira vez em 2016. Em 2022, conseguiu que seu primeiro período à frente da entidade não fosse contabilizado no limite de três mandatos.

O argumento apresentado na ocasião foi de que aquele período correspondia à conclusão de um mandato que havia sido iniciado antes de sua chegada ao cargo, após a renúncia de Sepp Blatter.

Com isso, Infantino mantém a possibilidade de buscar um quarto mandato, enquanto enfrenta novas críticas e uma denúncia que pede uma investigação do Comitê de Ética da Fifa.

Até o momento, a Reuters procurou a Fifa para obter um posicionamento sobre as acusações apresentadas pela FairSquare.

Esporte News Mundo
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