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Futebol Internacional

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FIFPro cobra reformas na Fifa após escândalo: "Abuso de poder"

Sindicato global expõe crise política após tentativa de venda de fatias da Copa do Mundo e exige voz ativa nas decisões do futebol

6 ago 2026 - 21h59
(atualizado às 21h59)
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Aleksander Ceferin, Presidente da Uefa e Gianni Infantino, Presidente da Fifa
Aleksander Ceferin, Presidente da Uefa e Gianni Infantino, Presidente da Fifa
Foto: Stu Forster/Getty Images / Jogada10

A Federação Internacional de Associações de Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) emitiu um duro posicionamento oficial nesta quinta-feira (6) contra a condução política da Fifa. O estopim para o manifesto foi o recente escândalo envolvendo a Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa idealizada pela entidade para comercializar fatias de torneios como a Copa do Mundo. Embora a Fifa tenha retirado o plano de pauta, o sindicato global enfatizou que o recuo não minimiza a gravidade do caso e expõe falhas estruturais severas na gestão do futebol mundial:

"Um plano capaz de alterar permanentemente a propriedade e a governança da Copa do Mundo, além de comercializar competições construídas ao longo de gerações, foi concebido em segredo, negociado a portas fechadas e levado à iminência de aprovação antes que o Conselho, as Associações-Membro e os jogadores soubessem. Isso não é apenas uma falha de governança. É um profundo abuso do poder presidencial."

Aleksander Ceferin, Presidente da Uefa e Gianni Infantino, Presidente da Fifa
Aleksander Ceferin, Presidente da Uefa e Gianni Infantino, Presidente da Fifa
Foto: Stu Forster/Getty Images / Jogada10

Exigência por transparência e resposta ao encontro no Marrocos

Em carta enviada diretamente à cúpula da entidade máxima, a FIFPro cobrou uma revisão ampla nos regulamentos internos para impedir decisões unilaterais no esporte. A lista de reivindicações inclui direito a voto no Conselho da Fifa, reconhecimento formal dos atletas na tomada de decisões e diálogo obrigatório antes de alterações no calendário internacional ou expansão de torneios.

A entidade dos atletas também rebateu o tom adotado pela Fifa após uma reunião de emergência realizada em Rabat, no Marrocos. Este local foi onde a diretoria alegou que as tratativas ocorreram dentro das normas vigentes:

"O mais revelador é a insistência da própria Fifa de que fez tudo 'em total conformidade com o marco regulatório'. Se isso for verdade, não é uma defesa, é uma acusação ao atual sistema. Nenhuma instituição pode restaurar a confiança em uma presidência que destruiu as próprias condições das quais essa confiança depende. Os jogadores não criaram esta crise e insistirão por instituições mais fortes."

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Jogada10
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