PUBLICIDADE

Itália e Inglaterra decidem a Eurocopa e tentam afastar seus fantasmas

Ingleses buscam primeiro título desde 1966, enquanto italianos querem demonstrar que estão de volta após ficar fora da Copa do Mundo de 2018

11 jul 2021 05h10
| atualizado às 10h24
ver comentários
Publicidade

Itália e Inglaterra vão enfrentar missões diferentes, neste domingo, às 16 horas, no estádio de Wembley, em Londres, na decisão da Eurocopa. Campeões apenas em 1968, os italianos vão em busca de apagar a má impressão deixada em 2018, ao ficarem fora da Copa do Mundo da Rússia, enquanto os ingleses tentam em sua casa voltar a levantar uma taça, feito que não ocorre desde o Mundial de 1966.

Diante do que apresentaram nas seis partidas que disputaram até agora no torneio, a expectativa é das melhores para o 28º duelo da história. Vencedora em 11 oportunidades, a Azurra mostrou um futebol rápido no ataque, com o talentoso trio formado por Chiesa, Insigne e Immobile. A armação fica por conta do versátil Verratti, enquanto a defesa, tradicionalmente muito forte, se garante com o jovem e competente Donnarumma na meta e os experientes Bonucci e Chiellini, companheiros de Juventus e únicos remanescentes do vice-campeonato de 2012 na derrota para a Espanha, em Kiev, na Ucrânia.

"Jogar e Wembley e enfrentar alguns dos maiores atacantes da atualidade não é novidade para a nossa equipe. Vamos tranquilos e preparados para fazer uma bela partida, diante de um adversário de muito peso", disse Bonucci, um dos líderes da seleção que não perde há 33 partidas.

Com a bela produção de Sterling e o oportunismo de Kane, além da força e disposição de Maguire, a Inglaterra alcança a sua primeira final de Eurocopa e vai tentar quebrar a escrita de jamais ter vencido a Itália em uma partida válida por Euro ou Copa do Mundo. Ela também espera contar com a enorme maioria dos 60 mil espectadores previstos para estarem em Wembley, onde nos últimos 17 jogos marcou 46 gols e só sofreu cinco. A defesa inglesa é a menos vazada da Euro com apenas um gol sofrido, diante da Dinamarca, nas quartas de final.

"Aprendemos na Copa da Rússia que a defesa precisa ser protegida desde o ataque. Estamos nos aperfeiçoando a cada partida e acho que alcançamos um bom nível, que ficou evidente nesta Euro", disse John Stones, companheiro de Maguire na zaga britânica.

O elenco inglês revelou que vai doar ao sistema de saúde britânico parte do prêmio de 10 milhões de libras (cerca de R$ 70 milhões) a ser recebido em caso de conquista do título.

Estadão
Publicidade
Publicidade