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Desacreditada, Itália equilibra contra Espanha e se fortalece

10 jun 2012
19h26
Dassler Marques
Direto de Gdansk (Polônia)

Os problemas e os últimos dois amistosos deixavam dúvidas no ar, mas em 90 minutos a seleção italiana soube apagá-las por completo. Diante da campeã mundial Espanha, fez um grande primeiro tempo em Gdansk, teve a vantagem na etapa complementar e, por arriscar uma marcação adiantada nos minutos finais, por pouco não saiu derrotada. A formação inédita adotada por Cesare Prandelli, com três zagueiros, foi outro acerto estratégico.

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"Foi uma ótima Itália e conquistado um bom ponto. No final das contas, jogamos contra a campeã mundial, então está bem. Se quiseremos ir adiante, temos de ter esse tipo de comportamento em campo. Foi um resultado justo", analisou o goleiro e capitão Buffon. Thiago Motta também concordou com o companheiro: "eles (espanhóis) têm esse fator da posse de bola, demonstram isso há muito tempo. Mas nossa defesa trabalhou muito bem para que eles não criassem".

Cesare Prandelli soube contornar todas as dificuldades por conta do escândalo de apostas, cujas investigações respingaram em Buffon e Bonucci, além do cortado Criscito. Seu planejamento se mostrou acertado e, admitiu Vicente del Bosque, influenciou também na estratégia do outro lado, já que o espanhol optou por Fàbregas como falso nove. "Demos o nosso melhor para pressionar os espanhóis desde o momento em que iniciavam as jogadas. Tentamos evitar situações de um para um e com a posse de bola tentamos construir desde trás. Saio daqui com um sorriso. Esse esporte é fantástico e deveria ser abordado com menos tensão".

Quem certamente também deixou Gdansk com um sorriso no rosto foi Antonio Di Natale. Artilheiro do Campeonato Italiano em 2010 e 2011, além de vice em 2012, ele cavou seu lugar de volta na seleção com muitos gols mesmo sem participar ativamente nas Eliminatórias. Em 2008, perdeu pênalti junto de De Rossi e contribuiu para a eliminação contra a mesma Espanha na última Euro. Dessa vez, marcou com estilo logo após ser acionado, deu mais dinâmica à frente e por pouco ainda não fez outro gol.

"Estou muito feliz pelo gol. Pirlo me deu um grande passe e aproveitei. Fiquei emocionado pelo que aconteceu há quatro anos e foi muito bom para mim ter marcado. Foi meu gol mais importante pela seleção", concordou. Questionado se já almeja um lugar entre os titulares, já que Balotelli decepcionou, Di Natale foi político. "Deixo isso para o treinador. São cinco atacantes aqui e ele é quem escolhe quem vai jogar", disse o jogador de 34 anos.

Itália conseguiu empatar com a atual campeã europeia e mundial
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Foto: Getty Images
Fonte: Terra
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