Clube alemão proíbe pulos sincronizados por risco no estádio; entenda
Bochum recebeu alerta sobre movimentos vibratórios na arquibancada e teme precisar fechar o setor caso a medida não funcione
O clube alemão VfL Bochum proibiu pulos sincronizados em quatro setores da arquibancada leste do Ruhrstadion para preservar a estrutura do estádio. Um laudo de engenharia apontou que os saltos simultâneos geram vibrações excessivas e um "efeito trampolim". Válida a partir do próximo jogo, a restrição libera comemorações de gols e visa evitar a interdição total do local antes da modernização da arena, prevista para ser concluída em 2028.
O VfL Bochum, da segunda divisão alemã, adotou uma medida inusitada para preservar uma das arquibancadas do Ruhrstadion. Afinal, o clube proibiu os torcedores de realizar pulos sincronizados em quatro subsetores da arquibancada leste do estádio.
Dessa forma, a decisão surgiu após um estudo elaborado por uma empresa de engenharia contratada pelo Bochum para avaliar possíveis medidas de modernização da arena. O relatório identificou movimentos vibratórios provocados pelos saltos simultâneos e apontou um possível "efeito trampolim" na estrutura.
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"O relatório técnico também determinou que a capacidade de carga da arquibancada leste é suficiente, mas que saltos ou pulos sincronizados de muitas pessoas podem criar o chamado 'efeito trampolim', que causa o já mencionado 'desconforto'", diz o comunicado.
De acordo com o clube, essas vibrações podem causar desconforto aos torcedores que não estão acostumados com esse tipo de movimento. Por isso, a direção decidiu restringir os pulos sincronizados nos setores determinados.
Regra aplicada
A regra já terá aplicação no próximo domingo (11), no confronto contra o Arminia Bielefeld, pela Bundesliga 2. O clube também fará a fiscalização da medida, mas permitirá os saltos espontâneos que os torcedores costumam fazer durante as comemorações de gols.
O Bochum afirma que a restrição busca evitar uma solução mais drástica: o fechamento da arquibancada. Caso a medida não apresente o resultado esperado, o clube admite que poderá precisar interditar o espaço.
A direção também reconhece que o Ruhrstadion apresenta sinais de desgaste. No entanto, o processo de modernização deve resolver o problema e permitir o fim da proibição em 2028.
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