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Futebol Internacional

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Ex-Premier League se aposenta e revela que escondeu problema cardíaco

Senegalês Cheikhou Kouyaté, 36 anos, disse que conviveu com condição cardíaca desde bebê e assinava documentos assumindo riscos para jogar

7 out 2026 - 14h18
(atualizado às 14h18)
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Resumo
O volante senegalês Cheikhou Kouyaté anunciou sua aposentadoria aos 36 anos e revelou ter atuado durante toda a carreira convivendo com um problema cardíaco congênito. Com passagens por clubes como West Ham e Crystal Palace, o atleta assinava termos de responsabilidade para seguir em campo e escondia a condição de familiares e da própria seleção. Kouyaté decidiu pendurar as chuteiras após ser vetado nos exames médicos ao tentar retornar ao Anderlecht.
Kouyaté foi aconselhado a encerrar a carreira por médicos do Anderlecht, da Bélgica –
Kouyaté foi aconselhado a encerrar a carreira por médicos do Anderlecht, da Bélgica –
Foto: Reprodução / Instagram / Jogada10

Cheikhou Kouyaté anunciou nesta quarta-feira (7) o fim da carreira aos 36 anos e revelou um segredo que carregou durante toda a trajetória profissional. O ex-jogador de West Ham, Crystal Palace e Nottingham Forest disse que atuou convivendo com um problema cardíaco grave.

Em entrevista ao canal senegalês Walf TV, ele afirmou que nasceu com a condição, mas decidiu continuar jogando. "Eu sofro desse problema cardíaco desde que nasci. Eu joguei com ele", revelou.

Além disso, Kouyaté explicou que os médicos acompanhavam a situação durante sua passagem pelo futebol inglês. Segundo o senegalês, os exames realizados a cada seis meses voltavam a apontar o problema.

Kouyaté foi aconselhado a encerrar a carreira por médicos do Anderlecht, da Bélgica –
Kouyaté foi aconselhado a encerrar a carreira por médicos do Anderlecht, da Bélgica –
Foto: Reprodução / Instagram / Jogada10

"Na Inglaterra, isso era monitorado a cada seis meses. Eu fazia exames médicos no West Ham, no Crystal Palace e no Nottingham Forest. Todas as vezes que fazia os exames, o problema reaparecia", contou.

"Não queria ser obrigado a parar cedo"

Porém, apesar dos alertas, o jogador assumia pessoalmente os riscos para permanecer em campo. Ele também assinava documentos relacionados ao seguro que o responsabilizavam por eventuais consequências da condição cardíaca.

"Os médicos sempre apontavam o problema para mim, mas eu assumia a responsabilidade. Eu assinava os documentos do seguro dizendo que qualquer coisa que acontecesse comigo seria responsabilidade minha", afirmou.

"Eu nunca disse nada. Não queria ser obrigado a parar cedo. Nunca contei à minha família, nem mesmo aos médicos da seleção. Eles não sabiam do meu problema", completou Kouyaté, que fez 92 jogos pelo Senegal.

Kouyaté também revelou que sentia dores durante e depois das partidas, principalmente quando atuava sob forte calor. Segundo ele, a sensação começava como uma espécie de dor e desaparecia depois de alguns minutos. Posteriormente, porém, surgiam fortes cãibras.

A decisão definitiva veio neste ano. Kouyaté tentou retornar ao Anderlecht, clube pelo qual atuou antes de chegar à Inglaterra, e passou pelos exames médicos necessários para iniciar uma nova etapa. Entretanto, os médicos recomendaram que ele encerrasse a carreira.

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Jogada10
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