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Argentina

River Plate inicia luta contra 1º rebaixamento de sua história

9 ago 2010 - 17h06
(atualizado em 9/8/2010 às 10h19)
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Diego Garcia

O Campeonato Argentino (Apertura) de 2010/11 começa nesta sexta à noite com o confronto entre Arsenal de Sarandí e Lanús, às 21h, mas o principal atrativo do torneio fica para este sábado. Tudo porque o River Plate, carrasco do Corinthians nas Libertadores de 2003 e 2006, entra em campo às 14h contra o Tigre, no Monumental de Nuñez, e inicia a luta contra o primeiro rebaixamento de sua história.

A equipe de Buenos Aires é a única que disputou todos os campeonatos locais na elite, ao lado dos rivais Boca Juniors e Independiente, desde que o profissionalismo foi adotado no futebol argentino. Isso representa longos 79 anos na primeira divisão, já que a era profissional entrou em vigor no país a partir de 1931. Além disso, o River é detentor do maior número de títulos argentinos, com 33 conquistas - 10 a mais que o Boca, segundo colocado na lista histórica.

Diante de tanta tradição, é inegável que o clube vá travar uma verdadeira guerra para continuar na Primera División e não dar o gostinho amargo aos adversários de ver o gigante do Monumental atuando na liga inferior. Assombrados por péssimas exibições nos últimos anos, chegando a ficar de fora de competições continentais pela primeira vez em 18 anos, os Millonarios terão que se superar para reviver os bons tempos e permanecer entre os grandes.

O calvário do River nos últimos anos:

O clube sempre foi temido pelos brasileiros em competições continentais, mas vem deixando a desejar nos últimos anos. No Clausura de 2007, as coisas começaram a ficar ruins quando o time de Buenos Aires conseguiu o triste recorde de ser a primeira equipe a perder para os quatro recém promovidos da segunda divisão, desde que os torneios curtos começaram a ser disputados (Apertura e Clausura), em 1991. Mesmo assim, conquistou o Clausura em 2008 e deu início a uma das piores fases de sua história.

Primeiro, foi eliminado nas oitavas da Libertadores pelo San Lorenzo e acabou em último no Apertura seguinte, no que foi a segunda vez em todos os tempos (antes, só o Newell´s em 1992) que o campeão do torneio anterior terminava na lanterna. Foram míseros 14 pontos em 19 jogos, no que foi a pior participação do clube na 1ª divisão. Em 2009, foi eliminado na primeira fase da Copa Libertadores, tendo perdido as três partidas como visitante. No período, o time alcançou a marca de incríveis 465 minutos sem fazer um único gol.

Acabou em nono e em 14º nos Campeonatos Argentinos posteriores, além de um 15º lugar na última edição, contabilizando pífios 84 pontos nos últimos 228 jogos disputados. As campanhas lamentáveis do River resultaram em uma inédita ausência das competições continentais em 2010, o que não acontecia desde 1992. Agora, com o ídolo Daniel Passarela como novo presidente - cargo que ocupa desde o fim de 2009 - o River espera reviver suas glórias, tão distantes do Monumental de Nuñes nos ultimos tempos.

Os segredos para voltar a vencer:

Ángel Cappa assumiu o clube em abril de 2010 com a missão de resgatar o gigante argentino do fundo do poço. O técnico, vice-campeão do Clausura em 2009 com o Huracán, encontrou um elenco em processo de renovação. A maior esperança é Diego Buonanotte, 22 anos, com passagens por todas as seleções de base da Argentina e recuperado de trauma após um acidente de carro onde morreram dois amigos próximos.

No meio de campo, o craque deve acompanhar o veterano Ortega, 36 anos, algoz do Corinthians em 2006. Além dele, Acevedo e Affranchino disputam a vaga de volante titular ao lado de Matias Almeyda, capitão da equipe. Outro jovem na meia é Lanzini, de apenas 17 anos. Habilidoso com a perna esquerda, é o nome do momento e tratado como uma grande promessa para o futuro do time do Monumental de Nuñez, celeiro de craques como Crespo, Gallardo, Aimar, D´Alessandro, além do próprio Ortega.

Os reforços e o time titular:

Como reforços, a equipe trouxe o goleiro Juan Pablo Carrizo, que retorna após passagem pelo Zaragoza. Na zaga, o contratado foi Román, ex-Libertad, Maidanda, ex-Banfield, e o volante Acevedo, que jogou no Independiente. Além disso, o ataque deve ficar mais forte com as chegadas de Mariano Pavone, campeão com o Estudiantes, e Leandro Caruso, ex-Vélez.

O esquema provável adotado pela equipe para se livrar da Série B será o 4-5-1, com dois volantes, três meias mais avançados e um atacante isolado. O provável time deve conter Carrizo; Ferrari, Ferrero, Maidana, Arano; Acevedo, Matias Almeyda, Ortega, Lanzini, Buonanotte; e Rogelio Funes Mori, da seleção sub-20 da Argentina. Com um ataque jovem, os torcedores esperam que seus meninos carreguem o River de volta ao topo do futebol argentino, de onde o clube jamais deveria ter saído.

O River Plate começa a guerra contra o primeiro rebaixamento de sua história a partir deste sábado
O River Plate começa a guerra contra o primeiro rebaixamento de sua história a partir deste sábado
Foto: Alejandro Pagni / AFP
Fonte: Especial para Terra
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