Palermo marca em seu último clássico contra o River Plate
No último Superclássico de sua carreira, Martín Palermo foi protagonista. Assim como na primeira vez em que enfrentou o River Plate, o centroavante deixou a sua marca. O dono da camisa 9 do Boca Juniors marcou o segundo na vitória de 2 a 0 sobre o tradicional rival, no duelo deste domingo em La Bombonera.
Desde os primeiros momentos, as atenções estavam voltadas para o atacante, o mais focalizado pelas câmeras de TV e dos fotógrafos. Palermo encerrava um dos últimos capítulo de sua excêntrica carreira futebolística.
No entanto, a partida começou bastante nervosa, refletindo o momento ruim dos dois clubes. O River Plate precisava da vitória para espantar o risco de rebaixamento; já o Boca entrou em campo arrastando atrás de si uma campanha medíocre.
Tanto foi assim que os dois times nada criaram até os 20min. O River chegou a ter duas oportunidades: uma falta cobrada por Lamela, defendida por Luchetti, e um chute de Pavone desviado pela defesa adversária foram as únicas chances da equipe.
Quando o River Plate parecia crescer no jogo, a sorte deu uma mão ao Boca Juniors, aos 28min. No lance, o goleiro Carrizo foi de herói a vilão em um minuto: primeiro ele defendeu belo chute de Mouche, colocando para escanteio. O meia executou a cobrança, Carrizo se atrapalhou com Monzón dentro da pequena área e espalmou a bola para dentro de seu próprio gol.
O lance desestabilizou o River Plate, que tomou outro golpe dois minutos depois. Aos 30min, La Bombonera assistiu ao lance histórico da tarde. Uma bola cruzada sobre a área, a defesa do River afastou e quando o lance parecia que não daria em nada surgiu Palermo. O camisa 9, em uma cabeçada calculada, encobriu Carrizo.
Gol 234 de Palermo, 18º no River Plate, consolidando o centroavante como o maior artilheiro do Boca no Superclássico em todos os tempos. A comemoração, como sempre, foi beijando a tatuagem no braço esquerdo com o nome de Stefano, o filho que morreu prematuramente. Um momento de emoção única em La Bombonera.
No segundo tempo, Palermo foi protagonista do momento de maior emoção. O camisa nove foi substituído por Viatri aos 39min, sendo aplaudido por todo o estádio, que via seu ídolo se despedir de vez do Superclássico.
Após o apito final, Palermo deu sua volta olímpica. Emocionado fez questão de agradecer aos torcedores que o acompanharam por toda a sua carreira.
"Era o que desejava, presentear essa gente que sempre me apoiou. Como tantos momentos esse foi o mais especial, embora todos os jogos eu tenha jogado como se fosse o último", disse o artilheiro.