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Copa América 1937: Brasil é recebido com violência após 12 anos longe

25 mai 2019 17h27
| atualizado em 27/5/2019 às 18h43
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Depois de quase 12 anos longe, a Seleção Brasileira voltou em 1937 para o Campeonato Sul-Americano, atualmente chamado de Copa América. Nesta 14ª edição, a anfitriã foi a Argentina. Além desses dois países, também participaram Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. Partidas noturnas e autorização de trocas de jogadores durante os jogos foram a novidade do torneio. Infelizmente, a ocorrência de mais um episódio violento entre brasileiros e argentinos não foi surpresa.

A edição contou com a estreia das partidas noturnas. Também foi autorizada a substituição de jogadores durante os jogos, só que ainda não havia um local onde os reservas poderiam ficar. Desse modo, os suplentes tinham que deitar no chão e permanecer assim até serem chamados ou a partida se encerrar.

O mau tempo que se fazia na Argentina obrigou o torneio a ser paralisado, como mostra a edição de A Gazeta de 30 de dezembro de 1936. O atraso foi tanto que o campeonato durou um pouco mais de um mês. Tanto os brasileiros como os argentinos estavam fazendo campanhas muito boas. Tiveram até mesmo que realizar uma partida de desempate. Contudo, a decisiva não foi das mais amigáveis.

Em 2 de fevereiro de 1937, A Gazeta relata que os jogadores argentinos praticavam entradas violentas contra os brasileiros, que foram atingidos até mesmo por policiais do país anfitrião. O correspondente à época do jornal, Thomaz Mazzoni, relatou os problemas.

"O ataque [da Seleção Brasileira] devia dar muito mais, mas estavam todos 'quebrados' pela selvageria local. O juiz, inicialmente coagido, prejudicou. Depois, ótimo. Os dois tentos foram cedidos a custo, foram arrancados pela violência. O segundo, impedido", escreveu. Os hermanos conseguiram fazer 2 a 0 na prorrogação e a Argentina conquistou o quinto título. O Brasil amargura com o terceiro vice continental.

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