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Infantino tem apoio de mais de 200 países na Fifa mesmo com caso Balogun, diz jornal

Presidente da maior entidade do futebol é, por enquanto, o único candidato projetado ao próximo congresso das federações, que será em 2027

18 jul 2026 - 17h25
(atualizado às 17h30)
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O clima turbulento nos bastidores da Fifa e a desconfiança após as opiniões do governo de Donald Trump na expulsão de Folarin Balogun na Copa do Mundo não devem impedir a reeleição de Gianni Infantino na presidência da entidade. Segundo informações da imprensa internacional, o dirigente conta com o apoio de mais de 200 das 211 federações filiadas.

O pleito será em 2027, mas as candidaturas ao cargo devem ser apresentadas até o dia 18 de novembro. Alguns nomes veiculados como potenciais candidatos, além de Infantino, seriam o do CEO do Legia Varsóvia, Dariusz Mioduski, o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, e o presidente da CAF, Patrice Motsepe, de acordo com a rádio talkSPORT. Nenhum, porém, formalizou oficialmente que concorrerá.

Qualquer um desses teria que enfrentar um cenário quase impossível de bater o presidente em vigência. Isso porque a eleição da Fifa é realizada em um congresso onde cada federação tem direito a um voto e o dirigente é apoiado massivamente.

Mais de 200 membros da entidade enviaram cartas de apoio a Infantino, segundo o jornal inglês The Guardian, mas algumas associações europeias de destaque estão entre as que não se manifestaram. A Alemanha, por exemplo, seria uma delas. O veículo noticia, ainda, que haveria pressão interna para que as federações não se oponham.

O atual presidente da Fifa foi eleito ao cargo em 2016 para substituir Joseph Blatter após a explosão de uma série de denúncias de corrupção e, desde então, foi reeleito duas vezes por aclamação. Isso significa que ele não teve opositores nas eleições seguintes, em 2019 e 2023.

Críticas a Infantino englobam reversão de expulsão e 'quebra de neutralidade'

A maior polêmica em que Infantino esteve envolvido na Copa do Mundo de 2026 foi a reversão da expulsão de Balogun pelo árbitro brasileiro Raphael Claus na partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, em 1º de julho, pela segunda fase. Naquela ocasião, o atacante, melhor jogador americano na competição, recebeu o vermelho, após revisão no VAR, por acertar as travas da chuteira na panturrilha de Muharemovic.

Quatro dias depois, contudo, a Fifa cancelou a punição, para agradecimentos de Trump. Após o caso, os árbitros do País, como Wilton Pereira Sampaio, cotado para as fases finais, 'sumiram' da Copa do Mundo. Até o secretário do governo republicano, Marco Rubio, opinou sobre.

Mais tarde, Infantino confirmou que o presidente dos Estados Unidos conversou com ele a respeito da expulsão, mas garantiu que a decisão coube exclusivamente aos órgãos disciplinares independentes da entidade. "Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados", disse, à época.

Mesmo tendo sido acusado de quebrar a neutralidade da Fifa durante a Copa do Mundo pela organização FairSquare, é improvável que ele receba sanções do Comitê Olímpico Internacional (COI), do qual é membro desde 2020.

A instituição mais emblemática nas críticas a Infantino é a Uefa, que se posicionou contra a reversão da expulsão de Balogun e também ao veto ao árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para trabalhar no torneio. De acordo com o The Guardian, a responsável pelo futebol europeu pensa em, ao menos, angariar votos para um candidato de oposição e iniciar debate público sobre a presidência da Fifa.

Estadão
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