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Imponente mesmo incompleta, Bombonera é trunfo mais uma vez

14 mai 2015 - 11h00
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Independentemente da equipe que avançar às quartas de final da Libertadores, uma coisa é certa: a Bombonera continuará imponente. Mas por incrível que pareça, o palco do confronto de volta entre Boca Juniors e River Plate, que será realizado nesta quinta-feira e define o adversário do Cruzeiro, não teve a construção concluída até hoje, quase 75 anos depois de sua inauguração.

O motivo é simples: tradicionais no bairro de La Boca, as famílias que residem ao redor do estádio xeneize não quiseram abandonar suas casas na década de 1940, impedindo que um dos setores fosse finalizado.

Felizmente, o clube soube administrar o obstáculo, transformando a arquibancada em questão na área destinada aos camarotes. Tão verticalizado quanto o restante da estrutura - afinal, o pequeno terreno disponível deveria abrigar a maior torcida da Argentina -, o prédio das tribunas mais parece um "intruso".

Inaugurada em 25 de maio de 1940 - na mesma data que o estádio do River Plate foi aberto, dois anos antes -, a Bombonera completará 75 anos em menos de duas semanas. Antes da celebração, porém, a casa boquense é tratada como trunfo pela equipe de Rodolfo Arruabarrena, que perdeu o jogo de ida no Monumental de Núñez por 1 a 0 e agora precisa reverter o placar para ir às quartas.Mais uma vez, pouco importa como o confronto termine: o estádio simplesmente respira a Copa Libertadores da América. Dono de seis títulos continentais, o Boca expõe a imagem da taça nos mínimos detalhes da Bombonera, que também homenageia os principais ídolos xeneizes, como Diego Maradona, Riquelme, Martín Palermo e Tévez. As cores do River, por outro lado, tem pouco espaço nos domínios auriazuis.

Mesmo com toda a mística acerca da atual casa, a atual diretoria do clube, presidida por Daniel Angelici, tem planos de mudar o time de endereço. A 200 metros de distância da Bombonera, o novo estádio deixaria ocioso o tradicional palco do futebol argentino, que teria que se contentar com shows e outros eventos.

Com a mesma energia demonstrada nas partidas, a torcida já protesta contra a decisão. "Que construam uma arena poliesportiva para o bairro, mas não queremos um novo estádio", declarou Susana Díaz à AFP. A torcedora reside em uma das casas que impedem a conclusão do estádio. "Sempre se falou em ampliar a Bombonera, mas fazer um novo estádio é impensável", ecoou o comerciante local Eduardo.

Em sintonia com a massa xeneize, o ex-presidente Jorge Ameal se posicionou contra o projeto, que custaria cerca de 400 milhões de dólares (R$ 1,2 bilhão, pela cotação atual, ou 3,5 bilhões de pesos argentinos). "Ninguém está de acordo com demolir a Bombonera, tampouco usá-la para outro propósito que não seja o futebol do Boca Juniors", criticou o ex-mandatário, também à AFP.

Para o confronto desta quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), o River Plate leva vantagem pelo placar de 1 a 0 conquistado no Monumental de Núñez, com um gol de pênalti de Carlos Sánchez. Chegou a vez da zona sul de Buenos Aires receber o Superclássico pela Copa Libertadores, oferecendo o templo auriazul como trunfo do Boca Juniors no torneio que ele conhece tão bem e expõe com tanto orgulho. O vencedor encara o Cruzeiro, que eliminou o São Paulo nos pênaltis nesta quarta-feira, no Mineirão. Classificada ou não, a torcida xeneize já tem a letra de uma de suas músicas na ponta da língua para embalar o pós-jogo: "De la Bombonera no nos vamos".

Leia mais sobre a história do Superclássico, disputado entre Boca Juniors e River Plate:

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