Alisha Lehmann no Brasil? Veja quanto custaria contratar a suíça
Caso deixe o futebol inglês, atacante poderia ser uma contratação de impacto no mercado brasileiro
Uma eventual vinda de Alisha Lehmann ao futebol brasileiro exigiria um investimento atípico para o país: seu salário estimado é de R$ 100 mil mensais, superando o teto nacional de R$ 50 mil. Embora não existam negociações em andamento, a contratação da atacante suíça só se tornaria viável financeiramente através de parcerias comerciais, patrocinadores e exploração de sua imagem, unindo sua experiência internacional ao grande apelo de marketing nas redes sociais.
Uma eventual saída de Alisha Lehmann do futebol inglês abriria uma possibilidade até então pouco explorada: a suíça poderia jogar no Brasil. A contratação teria forte impacto comercial, mas também exigiria um investimento muito acima do padrão nacional.
A Agência RTI Esporte apurou que o salário da atacante é estimado em 200 mil euros (R$ 1,2 milhão, na cotação atual) por ano, ou cerca 16,6 mil euros (R$ 100,2 mil por mês). A cifra está acima dos maiores vencimentos praticados atualmente no futebol feminino brasileiro.
Nos principais clubes do país, os maiores salários ficam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil mensais. A diferença seria o principal obstáculo para uma eventual negociação. O clube interessado precisaria encontrar uma fórmula para viabilizar o investimento.
Salário seria o principal desafio
A média salarial das atletas que disputam o Brasileirão Feminino A1 gira em torno de R$ 5 mil mensais. Entre jogadoras de destaque, titulares de grandes clubes e atletas convocadas para a Seleção Brasileira, os valores podem superar os R$ 10 mil.
Os maiores salários chegam a R$ 40 mil mensais, ainda abaixo do valor estimado de Alisha Lehmann. Duda Sampaio, do Corinthians, por exemplo, recebe cerca de R$ 35 mil por mês. A suíça exigiria um investimento acima do padrão nacional.
O que poderia viabilizar a contratação?
A negociação não precisaria necessariamente depender apenas do salário pago pelo clube. O peso comercial de Lehmann poderia ser determinante para a construção de um eventual acordo. A suíça está entre as jogadoras de futebol mais populares nas redes sociais.
Essa exposição representa um ativo que poderia ser explorado em campanhas publicitárias, ações com torcedores e projetos comerciais. Um contrato poderia envolver salário, direitos de imagem e acordos com patrocinadores.
Experiência internacional aumenta o valor
Aos 27 anos, Alisha Lehmann também chegaria ao Brasil com experiência acumulada em diferentes mercados. A atacante passou por clubes da Suíça, Inglaterra e Itália. Depois de surgir no Young Boys, transferiu-se para o West Ham.
Depois, passou por Everton e Aston Villa antes de seguir para a Itália, onde defendeu Juventus e Como. Pela Juventus, disputou 22 partidas, marcou dois gols e deu duas assistências. A experiência internacional pode aumentar o interesse de clubes brasileiros.
Alisha Lehmann poderia mudar de mercado?
A possibilidade de jogar no Brasil dependeria, primeiro, da decisão da própria atleta sobre o próximo passo da carreira. Caso deixe o futebol inglês, a atacante suíça precisaria avaliar propostas esportivas e financeiras.
Nesse cenário, o futebol brasileiro poderia oferecer uma combinação diferente: mercado relevante, clubes estruturados e grande potencial de exposição. Para os clubes, entretanto, a conta precisaria fechar.
Um salário próximo de R$ 100 mil mensais está distante da realidade do futebol feminino nacional. A contratação só seria viável com um projeto esportivo capaz de justificar o investimento dentro e fora de campo.
Hoje, não há indicação de negociação entre Lehmann e clubes brasileiros. A hipótese, portanto, é apenas uma projeção de mercado. Mas, se a suíça decidir deixar a Inglaterra, seu nome certamente terá peso em qualquer discussão sobre grandes contratações no futebol feminino.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.