Fifa exige mudança polêmica em camisa do Haiti; entenda o motivo
A camisa do Haiti para a Copa do Mundo de 2026 virou assunto nos bastidores e nas redes sociais. Isso porque a Fifa solicitou alterações no uniforme da seleção caribenha por considerar que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados como mensagens políticas, o que é proibido pelo regulamento da entidade. Em comunicado divulgado pela Saeta, […]
A camisa do Haiti para a Copa do Mundo de 2026 virou assunto nos bastidores e nas redes sociais. Isso porque a Fifa solicitou alterações no uniforme da seleção caribenha por considerar que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados como mensagens políticas, o que é proibido pelo regulamento da entidade.
Em comunicado divulgado pela Saeta, fornecedora esportiva responsável pelo modelo, a empresa afirmou que o projeto foi pensado como uma homenagem à história e ao povo haitiano. Segundo a marca, o objetivo era celebrar a identidade nacional e prestar tributo aos homens e mulheres que contribuíram para a construção do país, sem qualquer intenção política. Ainda assim, a Fifa pediu modificações antes da aprovação definitiva da camisa.
Entre os detalhes do uniforme está uma ilustração da Batalha de Vertières, travada em 1803 e considerada decisiva para a independência do Haiti em relação à França. A fornecedora, porém, não especificou qual elemento do design precisará ser alterado para atender às exigências da entidade máxima do futebol.
Além da polêmica com a Fifa, o uniforme também gerou teorias entre torcedores. Nas redes sociais, muitos internautas acreditaram que a bandeira estampada na parte inferior da camisa fazia referência à Polônia, em uma suposta homenagem à participação de soldados poloneses na luta pela independência haitiana. No entanto, a própria Saeta desmentiu a interpretação e explicou que o símbolo representa, na verdade, a primeira bandeira do Haiti após a independência, adotada em 1804.
A relação histórica entre os dois países, entretanto, existe. Durante o conflito liderado por Napoleão Bonaparte, soldados poloneses enviados para combater os haitianos decidiram mudar de lado e passaram a apoiar as forças comandadas por Jean-Jacques Dessalines na luta pela independência.
Classificado para a Copa do Mundo após 52 anos de ausência, o Haiti está no Grupo C do torneio e terá o Brasil como um dos adversários na fase de grupos. A seleção caribenha enfrentará a equipe brasileira no dia 19 de junho, em busca de surpreender em sua segunda participação na história do Mundial.
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