Federação europeia relembra caso Balogun e declara oposição a Infantino na FIFA
Federação Belga anuncia que não apoiará Gianni Infantino na eleição da Fifa e questiona a transparência em decisões da entidade
A Federação Belga de Futebol anunciou oposição à reeleição de Gianni Infantino na Fifa, citando falta de transparência. O desgaste decorre de dúvidas sobre a iniciativa Fifa Forward Enterprise e da controversa anulação de um cartão vermelho de Balogun na Copa de 2026. A Bélgica se junta a Suécia, Escócia e Itália contra o dirigente que, sendo o único candidato até o momento, segue como favorito para ser reconduzido ao cargo em outubro.
A relação entre a Federação Belga de Futebol e Gianni Infantino sofreu um novo desgaste. A entidade confirmou que não pretende apoiar a candidatura do atual presidente da Fifa nas próximas eleições e apontou problemas de transparência como um dos principais motivos para a decisão.
Em comunicado oficial, a federação destacou dois episódios que contribuíram para o posicionamento: a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE) e a decisão que permitiu a Folarin Balogun disputar a partida contra a Bélgica na Copa do Mundo de 2026.
No caso da FFE, os belgas alegam que não tiveram acesso a informações suficientes para avaliar a estrutura e o funcionamento da iniciativa. Para a entidade, a ausência de esclarecimentos gera dúvidas sobre a maneira como o projeto foi conduzido e sobre os mecanismos de governança envolvidos.
A situação envolvendo Balogun também pesou. O atacante dos Estados Unidos recebeu cartão vermelho durante o Mundial, mas a punição foi posteriormente anulada. Com isso, o jogador pôde atuar diante da Bélgica na fase seguinte da competição.
A Federação Belga afirma que buscou explicações formais sobre a decisão e também questionou quais procedimentos serão adotados caso situações semelhantes voltem a acontecer. Segundo a entidade, as respostas recebidas até agora não foram suficientes.
A RBFA reforçou que considera a prestação de contas e a clareza nas decisões fundamentais para a administração do futebol internacional. A entidade, portanto, decidiu não declarar apoio a Infantino no processo eleitoral.
O movimento belga não é isolado. Federações como Suécia, Escócia e Itália também já se posicionaram contra a continuidade do dirigente italiano no cargo.
Apesar da oposição de parte das associações europeias, Infantino continua em posição favorável para permanecer na presidência da Fifa. Até o momento, ele é o único candidato no processo eleitoral.
A escolha do próximo presidente da entidade está prevista para acontecer em 15 de outubro. Caso nenhum outro nome entre na disputa, Infantino deverá ser reconduzido ao cargo.
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