"Não deixei o Petraglia ser expulso", diz Malucelli
Expulso do quadro associativo do Atlético-PR na semana passada, o ex-presidente Marcos Malucelli contou uma situação curiosa: quando ele era o mandatário do clube, entre 2009 e 2011, poderia ter expulsado Mário Celso Petraglia por ausência. Por interferência do ex-dirigente, isso não ocorreu.
Quando se afastou do Atlético-PR, em meados de 2008, Mário Celso Petraglia se distanciou do clube e parou de ir às reuniões do Conselho Deliberativo. "Pelo número de ausências, ele poderia ser expulso do quadro associativo. Mas eu não deixei, fui contra, pois isso não se faz", setencia.
Como o relacionamento entre os dois é péssimo desde a saída de Petraglia, atualmente Marcos Malucelli admite que pensaria diferente. Ainda mais com a atitude de ter sido expulso do clube, tendo que comprar ingresso para acompanhar o time. "Até porque estaríamos livres dele, que só faz mal ao Atlético-PR", dispara o ex-presidente.
Malucelli acredita a expulsão não foi pelo preço desembolsado no uruguaio Santiago Morro Garcia, conforme divulgado pelo clube. Mas sim por divergências pessoais. "É claro que é perseguição política. As contas estão todas prestadas, tudo aprovado. Só fui desligado, porque não rezo a cartilha que ele prega. Sou um indisciplinado", ironiza.
No final deste ano, o Atlético-PR tem disputa eleitoral. Um grupo oposicionista, liderado por Henrique Gaede, já vem se articulando. Malucelli garante que não vai se envolver na campanha, mas que vai torcer por ele e não pelo indicado do desafeto. "Na verdade, eu vou apoiar qualquer um que for contra o Petraglia", finaliza.