"Bola no mato" não é problema em Los Larios
O ditado "bola para o mato porque o jogo é de campeonato" é levado ao pé da letra no Estádio de Los Larios, do Tigres. O alambrado atrás do gol, à direita das cabines de rádio e TV, é baixo e os chutes altos acabam com a bola na mata atrás da nova casa do esporte de Xerém, no Rio de Janeiro.
Porém, para resolver o problema, o clube encontrou uma solução caseira: designou um funcionário para cuidar do assunto. Ou seja, quando a bola sai do estádio, sai também Artur em busca dela.
"A mata é muito fechada, mas eu conheço bem a área, então eu não tenho dificuldades de buscar essas bolas", declarou ele, uma espécie de faz-tudo do Tigres.
O estádio foi inaugurado em um amistoso ainda em janeiro e recebeu seu primeiro jogo oficial nesta segunda rodada do Carioca. A equipe da Baixada Fluminense, estreante na primeira divisão estadual, enfrentou pela primeira vez um adversário em casa, e logo um dos quatro grandes.
Artur, contudo, faz um alerta para os dirigentes do Tigre: assim como o elenco precisa ter alternativas, ele também precisa de alguém à altura para ser sua sombra.
"No dia em que eu ficar doente e não puder trabalhar, vai ser complicado", admite o funcionário.
Na partida contra o Vasco, Artur teve um pouco mais de trabalho no primeiro tempo, quando o time cruzmaltino atacou para o lado da mata - foram duas viagens, contra nenhuma na etapa final.