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Enquanto Guerrero é herói, Firmino busca se firmar como "9" da Seleção

6 jul 2019
07h22
atualizado em 8/7/2019 às 10h19
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Roberto Firmino ainda busca se firmar como centroavante da Seleção Brasileira. Embora tenha pedido passagem durante a disputa da Copa do Mundo, torneio no qual o técnico Tite preferiu insistir em Gabriel Jesus, que não vinha rendendo o esperado, o jogador do Liverpool não teve atuações convincentes nesta Copa América. Enquanto isso, pelo lado do Peru, adversário do Brasil na final da Copa América, Guerrero é herói.

O duelo particular entre os dois goleadores é interessante. Roberto Firmino é um atacante mais móvel, que costuma sair da área e muitas vezes atuar como uma espécie de "falso 9", vindo de trás em direção ao gol. Já Guerrero costuma ficar mais fixo, atuando como o jogador responsável pela última bola, como um verdadeiro finalizador.

Voltando de lesão e sem muito ritmo de jogo, Firmino iniciou a Copa América como titular, vencendo a disputa com Gabriel Jesus por uma vaga no setor ofensivo, entretanto, não fez a diferença na estreia e foi substituído pelo atleta do Manchester City no decorrer do triunfo por 3 a 0 sobre a Bolívia. Já no empate sem gols com a Venezuela, o camisa 20 da Seleção passou a jogar junto de seu concorrente e foi assim que a equipe comandada por Tite conseguiu chegar à tão sonhada final, com direito a um gol de cada um na semi contra a Argentina, no Mineirão.

A situação de Paolo Guerrero, por sua vez, é bem diferente em comparação a Firmino. O atacante que defende o Internacional é ídolo máximo em seu país por ter levado à seleção à Copa do Mundo após 36 anos. Ele também é o maior artilheiro da Copa América em atividade, com 13 gols, e o jogador que mais balançou as redes com a camisa da seleção peruana (38). Nenhum futebolista peruano é mais exaltado que Guerrero.

Protagonista absoluto, o atacante que soma passagens por Corinthians e Flamengo terá uma missão quase impossível no próximo domingo, no Maracanã: vencer os donos da casa em um dos maiores "templos" do futebol mundial, esquecendo a goleada por 5 a 0 sofrida para o mesmo rival na fase de grupos. Vale lembrar que nesta Copa América a Seleção Brasileira ainda não sofreu gols.

Nesta edição do torneio continental de seleções, Guerrero marcou dois gols, um contra a Bolívia e outro na vitória sobre o Chile por 3 a 0 na semifinal, com direito a drible no goleiro. Que a campanha do Peru na Copa América é surpreendente ninguém discute, mas o camisa 9 da Blanquirroja considera o amplo favoritismo de seus adversários como uma falta de respeito.

"Acho que está faltando respeito. Vi Brasil x Argentina e novamente falaram que o Chile era favorito. Respeito muito o Brasil, mas também precisam respeitar meu país. No futebol não existe favorito. Ganhamos muito bem hoje enquanto algumas pessoas estavam falando que o Chile era muito favorito", disse Guerrero.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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