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CR7 ignora imprensa após atuação apagada na Copa, e companheiros 'tiram pressão': 'É mais um de nós'

João Neves e Rafael Leão foram os únicos de Portugal a falar, em protocolo obrigatório da Fifa; na zona mista, ninguém conversou com os jornalistas

17 jun 2026 - 18h15
(atualizado às 18h16)
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HOUSTON - Após a atuação fraca e o empate de Portugal com a República Democrática do Congo na Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo ignorou os jornalistas na zona mista quando deixava o NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.

Apenas no protocolo obrigatório da Fifa, logo após o jogo, que houve manifestações dos jogadores de Portugal. João Neves, autor do gol português, admitiu que o resultado foi frustrante, mesmo tendo se tornado o mais jovem a marcar pela seleção, aos 21 anos.

"Fizemos um bom jogo, com velocidade, com critério... para mim, mais importante é a maneira como a gente joga, porque isso, a longo prazo, é que vai fazer a diferença. Estou muito confiante no que fizemos hoje", falou o meia do PSG.

O jogador acredita que Portugal "relaxou" depois do primeiro gol, feito já aos cinco minutos de partida. Questionado sobre a atuação de Cristiano Ronaldo, João Neves amenizou: "Nós sabemos o que ele fez pela nossa seleção. Sinto, da parte dele e de todos, que ele é um de nós, que é mais um para ajudar, não é diferente dos outros, está aqui para contribuir. Não é este empate que nos vai mandar abaixo, pelo contrário, este empate é que nos vai fortalecer o grupo", completou.

Rafael Leão, que ingressou no segundo tempo, enfatizou a importância de ter conquistado ao menos um ponto. "Como vocês viram nos outros jogos, este Mundial é difícil. Acho que as grandes equipes, como a nossa, precisam apenas respeitar a adversária. Portugal precisa dar o seu melhor em cada jogo e mostrar o nosso talento", opinou.

O atacante Yoane Wissa, autor do gol de empate da RD Congo, comemorou o resultado . "É um momento de orgulho. Sabe, passaram-se 52 anos. Trabalhamos arduamente para chegar aqui, e o trabalho árduo não para", disse.

"Apenas temos de continuar a acreditar em nós próprios. Foi o que fizemos hoje e é o que vamos continuar a fazer", projetou.

Estadão
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