Corinthians, Flamengo, Fluminense e São Paulo defendem volta das bets em audiência no STF
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Grandes clubes brasileiros, como Flamengo, Fluminense, Corinthians e São Paulo, defenderam a liberação das casas de apostas em audiência no STF com o ministro Luiz Fux. Os times alegam que a proibição traz insegurança jurídica, favorece o mercado ilegal e gera graves prejuízos financeiros, ameaçando empregos e orçamentos planejados com base nesses patrocínios. Apesar do forte apelo, levantamento aponta que o setor de apostas representa menos de 8% do faturamento das equipes da Série A.
Representantes de grandes clubes brasileiros como Flamengo e Fluminense estiveram, na manhã desta terça-feira, em audiência pública com o Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, relator no STF de ações contra a medida provisória que proíbe as bets no País, para defender o retorno das casas de apostas ao mercado.
Antes de Montenegro, Flávio Willeman, vice-presidente geral do Flamengo, também atacou a MP que proibiu a operação das bets. De acordo com o representante rubro-negro, toda a estrutura do clube será comprometida, incluindo outras modalidades."O Flamengo possui mais de 1.200 empregados que poderão ser comprometidos com a queda de aproximadamente R$ 430 milhões de receitas anuais com futebol e esportes olímpicos", assegurou.
Willeman também usou como argumento os contratos firmados pelo futebol profissional, sem citar casos específicos. O Flamengo, recentemente, pagou mais de R$ 315 milhões para repatriar Lucas Paquetá, na maior transferência da história do futebol nacional.
"Foi com base nesses contratos que o Flamengo planejou a sua estrutura financeira para os anos seguintes. O Flamengo se organizou financeiramente para os quatro ou cinco anos com base nos contratos assinados de acordo com a legislação vigente", explicou.
"O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil regulou as apostas", encerrou.
Posicionamento de Corinthians e São PauloOutros nove clubes enviaram representantes à audiência: Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani, Portuguesa e Grêmio. O Palmeiras decidiu não participar.
O Corinthians foi representado pelo diretor jurídico, Pedro Soares, e pelo superintendente de marketing, Vinicius Manfredi, que afirmou que o dinheiro dos patrocínios pagos pelas bets ajuda a "transformar receitas em excelência esportiva, desenvolvimento institucional e benefícios para a sociedade".
Manfredi também sugeriu que os clubes façam campanhas educativas contra a ludopatia e que alertem para a proteção de menores.
Soares defendeu um período de adaptação para evitar prejuízos orçamentários decorrentes da suspensão de patrocínios. Recentemente, a Esportes da Sorte notificou o clube para que o contrato seja rescindido sem pagamento de multa.
A advogada Danielle Maiolini, representante do São Paulo, alegou que a proibição do setor regulamentado empurra o apostador para o mercado ilegal.
"O clube passa a enfrentar um cenário de absoluta insegurança jurídica e, o mais importante, perde importantes aliados no combate a medidas contrárias à manipulação de competições", argumentou.
Semanas atrás, antes de o governo publicar a MP, os clubes da elite chegaram a falar que o veto às bets significaria o "fim do futebol brasileiro". No entanto, como mostrou o Estadão, as casas de apostas representam apenas 7,9% das receitas de faturamento dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, conforme os balanços financeiros de 2025.
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