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Decisão sobre bets pode custar fortuna ao Flamengo; clube leva alerta ao STF

3 nov 2026 - 20h41
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Resumo
Em audiência no STF sobre a proibição de casas de apostas, o Flamengo alertou que pode perder cerca de R$ 430 milhões anuais caso a medida seja validada. O clube alegou que estruturou seu orçamento e compromissos com base na legislação anterior, envolvendo patrocínios como o da Betano, e que a decisão põe em risco mais de 1.200 empregos. Defendendo a segurança jurídica e maior regulação em vez do veto total, o clube teme que a proibição apenas impulsione o mercado ilegal de apostas.

O planejamento financeiro do Flamengo entrou no debate sobre a proibição das casas de apostas no Brasil. Durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (3 de novembro), o clube apresentou uma estimativa de impacto sobre contratos e compromissos assumidos para os próximos anos.

BAP, presidente do Flamengo
BAP, presidente do Flamengo
Foto: BAP, presidente do Flamengo ( Divulgação/ Flamengo) / Gávea News

Representado pelo vice-presidente geral Flávio Willeman, o Flamengo afirmou que pode perder aproximadamente R$ 430 milhões por ano. Segundo o dirigente, a projeção considera receitas do futebol e dos esportes olímpicos. O valor foi apresentado como risco financeiro decorrente da mudança nas regras.

Willeman argumentou que o clube organizou seu orçamento com base na legislação que permitia a atividade. Afirmou que contratos comerciais assinados nesse cenário serviram de referência para assumir obrigações com atletas e funcionários. Entre as empresas envolvidas está a Betano, patrocinadora máster rubro-negra.

Na manifestação, o vice-presidente defendeu a segurança jurídica e criticou a interrupção repentina de acordos de longo prazo. Também mencionou que o Flamengo possui mais de 1.200 empregados e sustentou que a redução de receitas pode afetar a capacidade de cumprir os compromissos financeiros.

O representante rubro-negro questionou ainda a eficácia da proibição diante das plataformas clandestinas. Na avaliação apresentada por ele, a medida pode fortalecer operadores ilegais. O clube defendeu fiscalização e regulação mais eficientes e manifestou posição contrária à constitucionalidade da medida provisória.

A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux no âmbito da ADI 8027. A discussão envolve a MP 1.394/2026, que proibiu a exploração das apostas de quota fixa e previu o encerramento das autorizações das empresas. O encontro reúne entidades esportivas, representantes do governo e organizações relacionadas ao setor.

Do lado do governo, a justificativa para a proibição inclui o combate ao endividamento das famílias e aos danos associados ao uso compulsivo das plataformas. A audiência serve para reunir argumentos sobre esses efeitos.

Gávea News
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